Opinião - 1 de outubro de 2018

A História é a mãe da Estória

A quantas anda nossa crônica esportiva? Naturalmente esta pergunta está associada a outra: por onde anda nosso futebol? Esta indagação não consegue resposta fácil. Contudo, sobre a crônica esportiva, muito se pode dizer. Mas, por que não fazer uma rápida rezenha sobre o futebol?

Primeiro, podemos afirmar que os tempos são outros, o que é a mais pura verdade. Os espaços onde um dia a turma corria atrás da bola, como na Vila Tanque, no Belmonte, ou mesmo no Campo do Flamengo, em Carneirinhos, e do Botafogo no Bairro Santa Bárbara, é coisa do século passado – e já não existem mais. Com isto, o futebol armador que tem suas raízes nos bairros, está desaparecendo. Alguns locais hoje são espaços ocupados por prédios; outros se transformaram em campos soçaite, explorados pela iniciativa privada. Os times, que tinham origem nos bairros, desapareceram.

Estamos falando de Palmeirinhas, do Jacuí de Baixo; do Industrial, da “Praia dos Urubus”; do Atletic e Vila Nova, da “Lenheira”; do Juventus (Baú) e do Asa Branca, que dividiam o campo do “Posto do Tenente”; do CAL, no “Gatassu”; e do Real E. Clube, no tempo do terrão.

Tudo isto pode parecer estranho a muitas pessoas, não aos colunistas esportivos como o Maurício Reis – o grande Prezado -, Lúcio Flávio – o Locutor “Uga-Uga” -, Geraldo Guerra, Raimundo Formiga – Fufu -, Rony Alcântara, Pascoal de Souza e o Francisco Bernardino – o popular Baiano. Isto citando, de memória, apenas alguns destes abnegados senhores, grandemente dedicados ao esporte amador – participando, fazendo acontecer e registrando na mídia local, ao longo dos tempos. E bota tempo nisso!

Eu era torcedor do Asa Branca, da “segundona” – nem jogava no Realzinho ainda – e o Maurício Reis já transmitia pelas ondas da então famosa “Rádio Cultura”, o clássico da “primeirona”, Belgominas X Metalúrgico. Ali também brilhava a equipe do Vigilante – depois Olímpico -, com o centro-avante Hilário, os saudosos Ruta e Dirceu, mais o Marquinhos, Osmar, Taquinho e Cia. E o “Prezado” ainda mantinha Coluna sobre futebol no extinto “Atualidades”. Seu importante trabalho circulou por diversos órgãos de nossa imprensa, como no “A Notícia” e no “Gazeta Regional”, por exemplo, onde faz história até hoje.

Lúcio Flávio é outro que tem história. No jornal “Bom Dia” deu seu recado prestigiando o esporte monlevadense, inclusive o especializado, por muitos anos. Na Rádio Comunicativa, onde prossegue, brilhou transmitindo o Campeonato de Futebol Veterano do Real E. Clube, onde ainda se pode ver a bola rolar durante boa parte do ano.

Mas eu queria falar sobre os cronistas esportivos... O Fufu, o Baiano, o Prezado, o locutor “Uga-Uga”, o Rony, o Pascoal e tantos outros – mas falta espaço. É muita gente boa reunida e ainda tem o Geraldo Guerra... Este vai para a “Memória Literária”.