Opinião - 1 de outubro de 2018

Memória Literária

F. de Paula Santos
A literatura monlevadense é rica e variada. Isto se deve à iniciativa de nossos jornalistas, ativistas artístico-culturais e escritores que não medem esforços no sentido de deixarem registrados, fatos e histórias que compõem o cotidiano de nossa cidade. São historiadores que, ao mesmo tempo registram e (ou) fazem a história acontecer. Possivelmente não nessa ordem. Geraldo Guerra é um destes importantes personagens.

Natural de São Domingos do Prata, mas “monlevadense de coração” – como gosta de afirmar -, tem uma vida inteira dedicada à família e ao esporte. Casado com Maria Auxiliadora (Dôra) de Souza Guerra (in memoriam), o pai de Cláudio Roberto caminha para um cinquentenário de atuação na área esportiva. Se fossemos relacionar aqui suas participações em entidades como a Liga Monlevadense de Futebol, ou coordenações esportivas, Conselhos Municipais ou Juntas de Justiça Desportiva, teríamos problemas de espaço. Mas é sobre sua atuação no registro da história do esporte monlevadense que queremos falar.

Editor de Esportes do Jornal de Monlevade, enquanto este existiu (a partir de 1977), colaborou também no A Notícia, Folha da Cidade, Gazeta Regional e na extinta Revista Mostrar. Desta brilhante experiência na imprensa escrita, brotou uma bela ideia: a de lançar um periódico totalmente dedicado ao esporte. Assim nasceu em 28/07 de 2016, o tablóide “Em Cima do Lance”, iniciativa, até então, inédita na cidade, onde o esporte é tratado com excelência. Mas “Guerrinha” – como é carinhosamente tratado pelo grande Otávio Viggiano (Tavin da Revista Mostrar) – não ficou apenas no registro de periódicos.

Em 2006, lançou o livro “Reminiscências Esportivas” em que traz o resumo do esporte em João Monlevade e região, de 1977 a 2002. Não satisfeito, lançou em 2014, não uma 2ª edição, mas sim a continuidade da história do esporte em nossa cidade e região, do período de 2002 a 2012. Assim, o segundo livro “Reminiscências Esportivas” se junta ao primeiro num legado que o grande Geraldo Guerra doa à sua cidade de coração – a nossa querida João Monlevade.