Gerais - 1 de outubro de 2018

Ponto de Vista

Geraldo Guerra
A situação atual que o nosso país apresenta, é preocupante. Desvio de verbas por parte de políticos e esportistas. Violência de todo o tipo etc...
Este não é o país que sonhamos. Aí, é que vem a saudade. Saudade de um passado distante, onde éramos felizes e não sabíamos. Saudades de um tempo em que podíamos andar livremente pelas ruas até altas horas (atualmente nem durante o dia). Saudades do campo do Jacuí, onde havia jogos as quartas, quintas, sábados e domingos, com futebol praticado pelos verdadeiros craques daquele tempo, quando até hoje, muitos deles, que já subiram para o andar de cima, continuam insubstituíveis. Hoje, o que se vê, são alguns que nem sabem amarrar as chuteiras, se achando verdadeiros craques. Mas isto não é apenas em Monlevade, onde o futebol é amadorista. No profissionalismo não é diferente. Tem alguns que não podem ver microfone pela frente, que desandam a dizer besteiras. É só assistir as reportagens após as partidas, ou ler os noticiários nos jornais, que estes fatos podem ser comprovados. Monlevade precisa resgatar os capôs de futebol e criar escolinhas, dando oportunidades às crianças de praticarem o esporte, e ao mesmo tempo, tirar-lhes das ruas, dando às suas famílias tranquilidade para uma vida melhor para se viver.
Ah, saudades dos clássicos entre Metalúrgico e Belgominas, realizados aos domingos e quartas-feiras, com o estádio apinhado de torcedores. Atualmente, no nosso principal campo de futebol (Estádio Louis Ensch) pode-se contar o número de pessoas que comparecem ao campo. Saudade do Vigilante, que enfrentava grandes equipes mineiras, sempre alcançando bons resultados. E olhem que, estes fatos citados, é de quem tem apenas 75 anos de idade, e 50 de atividades esportivas em Monlevade e região.