História - 8 de março de 2018

Aí Deu “Sodade”!

“Há muitos anos, há mais de vinte, indo para o serviço, passo por todos os dias pela Praça Ayres Quaresma, a “praça do Cinema”. É uma praça quadrada; de um lado fica o imponente prédio do Colégio Estadual e, do outro, o chamado prédio do cinema que, na realidade, tem muito mais do que o Cine Monlevade. É um verdadeiro centro comercial”... Assim se inicia uma Crônica do Dr. Stanley Baptista de Oliveira, intitulada “Praça do Cinema”, que fez parte de um livro que o médico e escritor lançou em Monlevade, “Preso Confusão no Elevador”, em 19.95.

E assim era a hoje saudosa “Praça do Cinema”, criada pela Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira, nos anos 1940, pelo empreendedor Dr. Louis Jacques Ensch, e demolida 4 décadas depois, pela própria Belgo-Mineira, para atender às exigências do progresso, o programa de ampliação da Usina. Mas que, na verdade, a demolição da Praça Ayres Quaresma poderia ser evitada, já que a demolição da Praça do Mercado, feita alguns anos antes, talvez fosse suficiente para a construção do novo Laminador. Hoje apenas um retrato na parede!...





João Monlevade deve muito a homens que deixavam nossa cidade mais feliz e traziam a elas arte e entretenimento. Posso citar aqui três deles, todos saudosos: João Bosco Vieira Paschoal, Guido Valamiel e Wilson Vaccari. Os Festivais da Canção, as Gincanas, os Carnavais de Rua, os Festivais de Inverno, as Feiras da Paz! E que tinham como palcos, o Grêmio Esportivo Monlevadense, o Campo do Flamengo, o Anfiteatro do Centro Educacional e o estádio Louis Ensch. Aqui “Já Teve” de tudo um pouco.

Como nesta fotografia, feita no estádio Louis Ensch, ali na Vila Tanque, em 1974, durante a realização de uma Feira da Paz, organizada pelo grande empreendedor João Bosco Paschoal. Tratava-se de uma grande festa, com barracas doadas a entidades filantrópicas que, mesmo montadas de forma precária, havia glamour. E shows musicais marcavam o evento, que sempre recebia um grande público. Monlevade, aí deu “Sodade”