Especial - 8 de março de 2018

O “Morro do Geo” apresenta uma pessoa pra lá de “Especial”! – Por Marcelo Melo.

Com vocês, o amigo César Henrique Martins. Pelo nome, talvez poucos vão saber quem é. Mas quando o chamarmos por “Cesinha”, aí meus amigos e amigas, não há quem não saiba de quem se trata em João Monlevade e em algumas cidades da região. Este camarada é muito popular, muito especial. Para falar a verdade, pra lá de especial.
César Henrique nasceu com síndrome de Down e com apenas 1 ano de idade, sua mãe, Maria Elvora, veio a falecer. Dessa forma, foi criado pelos avós maternos, Sr. Serafim e Dona Terezinha. e também na companhia da tia Mônica, após o falecimento dos avós. Mas o destino também fez com que a tia o deixasse com o mesmo problema da mãe, quando passou então a ser criado pela outra tia, Luziana. No entanto, as perdas jamais o deixaram se sentir órfão, pois o amor que recebeu desde a infância dos avós e dos familiares, fez a diferença, e hoje ele leva a vida de uma maneira leve, aos 28 anos de idade, tendo vencido todos os tipos de preconceitos ou mesmo as indiferenças que tenha enfrentado. Tive um enorme prazer em conhecê-lo e, apesar do pouco tempo de convívio, posso dizer que se trata de “uma pessoa iluminada”. Um “menino”, mas de mentalidade sábia. Católico praticante, vai à missa todos os domingos. E adora ouvir as pregações do Padre Fábio de Melo. E uma frase dele me marcou: “Uma pessoa sem fé é o mesmo que não ter roupa”.
Pois é, mas acerca de um mês marquei com o “Cesinha” uma entrevista para que ele falasse um pouco de sua história e dos seus sonhos. Ele ficou meio preocupado e até queria levar tudo por escrito. Mas no dia ficou tranquilo. Nos encontramos ali na Espagueteria “Hofman”, na Castelo Branco, junto ao seu tutor, Eduardo Oliveira, e aos amigos Marco Dias (Marquinho do Kibs Bar) e João Lúcio Teixeira (João do Pão de Queijo). Digamos que foi uma prosa muito agradável, entre uma cerveja e um tira-gosto. E um refrigerante para o entrevistado, torcedor fanático do Cruzeiro. Sabendo ele que sou atleticano, ficou meio encabulado quando lhe perguntei qual era o seu time. Titubeou um pouco, olhou para o Eduardo e disparou: - “Sou cruzeirense” (rs).