Opinião - 4 de maio de 2018

A História é a Mãe da Estória – F. de Paula Santos

29 de abril de 2018: a nossa João Monlevade comemora seus bem vividos 54 anos de emancipação político-administrativa. Claro que em se tratando de realizações que possam nos orgulhar quanto ao cuidado das administrações públicas com a cidade – e consequentemente com seu povo – muito se deixa a desejar. Mas estamos aqui e muito pode ser feito. A cidade merece os nossos parabéns!
14 de maio: “Dia de João Monlevade”. A iniciativa da Câmara Municipal, através da proposta dos edis Antônio de Paula Magalhães (PHS) e Vanderlei Miranda (PR), determinando a data da chegada do nosso pioneiro Jean Antoine Félix Dissandes de Monlevade ao Brasil, como um dia a ser lembrado nos anais comemorativos da cidade, é deveras interessante. Foi criada assim mais uma oportunidade de se “pensar Monlevade”, como bem diria o saudoso Márcio Caio Moreira, empreendedor e um “estrategista do futuro”; infelizmente não mais entre nós. Foi o Márcio Caio – na época (mais de 25 anos atrás) então presidente do Real Esporte Clube – que me disse ser “Universitária” a vocação de nossa cidade. E ele trabalhava no meio empresarial para que isto se concretizasse.
Tanto tempo depois, sua fala me faz lembrar outra de um também saudoso brasileiro, o antropólogo Darcy Ribeiro, que disse durante um evento, na década de 80: “Se os governantes não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios”.
Assim, relembrando a fala destas duas grandes figuras; uma que a nossa cidade teve a honra de acolher, e outra, orgulho de muitos no cenário nacional, deixo registrado aqui que em 14 de maio vai acontecer na Câmara Municipal o encerramento das comemorações do bi-centenário. Na oportunidade, três pessoas, indicadas pela população e escolhidas por uma Comissão, receberão a Láurea correspondente à importante data. Uma merecida homenagem a quem, muitas vezes, anonimamente, trabalha – ou já trabalhou – voluntariamente, para construir uma Monlevade melhor.
Diante de tudo isto e preocupado com o cenário nebuloso que a política apresenta a cada dia; acompanhando noticiários desencontrados depois de ver a Escola Estadual Santana – onde como Faculdade já se formou muita gente boa, no passado – ser desativada, e saber que onde foi a Escola Padre Dremhanns – antes de dar nome ao prédio que hoje é a UEMG – virou presídio, me interrogo, assustado: será que tem gente que pensa que a vocação de nossa cidade é... outra?
Darcy Ribeiro. 1922 + 1997
Figura expressiva na política nacional, dedicado à Educação. Foi Ministro, Senador, Secretário de Estado.

Márcio Caio Moreira. 1953 + 2014
Engenheiro Civil. Setelagoano que veio para a construção do Conjunto José de Alencar e adotou a cidade. Expressiva atuação na sociedade monlevadense.