Gerais - 4 de maio de 2018

O “Morro” apresenta o metalúrgico; um artista na arte de cortar cabelo

Nascido num lugarejo conhecido como “Santo Antônio dos Pintos”, município de São João Evangelista, em 18 de julho de 1924, acabou embarcando nas terras de João Monlevade em 1945, aos 21 anos de idade, após receber convite de um amigo que tinha uma Barbearia na cidade. Aqui chegava o então jovem Sebastião Gualberto Costa, que desde menino aprendera o ofício da arte de cortar cabelos. Morava em uma Pensão no Centro Industrial e, durante os 5 anos que ficou ali, a sua “Cadeira de Barbeiro” era a mais procurada, em razão de sua competência e simpatia. Nessa época já morava no Hotel de Seu Moacir, na Siderúrgica, e também naquela rua funcionava a Barbearia. Entre sua clientela, estavam o Dr. Louis Ensh, Hans Schlacher, Geraldo Parreiras, Paulo Gonzaga, Joseph Hein e Félix Chomé, do alto-escalão da Belgo-Mineira. Mas também havia uma freguesia de operários e, com seu carisma, todos tornaram-se amigos. No entanto, entre os ilustres clientes, havia um especial, o jornalista e fundador dos Diários Associados e da TV Tupi, um dos homens mais influentes do Brasil entre as décadas de 1940 e 1950, Assis Chateaubriand, o “Chatô”. E Seu “Tião” Gualberto falou de sua amizade com o jornalista. “Toda vez que ele vinha a Monlevade, eu que cortava seu cabelo e fazia a sua barba. Nossa amizade durou por muitos anos”, disse orgulhoso, quando mostrou ainda um telegrama que ele recebeu de Assis Chateaubriand, em 24 de dezembro de 1948, com votos de feliz Natal, e guarda até hoje em seus arquivos com o maior carinho. “Isto é uma relíquia”, sentenciou.