Opinião - 5 de junho de 2018

Memória Literária

F. de Paula Santos
Na noite de dois de março deste ano, Gerozil Gomes da Silva foi o foco das atenções dos amantes da leitura, ao lançar no Real esporte Clube o seu terceiro livro: “No azul dos olhos teus”. Soldador por profissão e poeta por devoção, Gerozil deixa claro sua opção pelos versos como forma de compensar – pelo menos tenta – os desatinos a que esta vida, às vezes, nos conduz.
Devotado aos versos, o operário da palavra não esconde suas preferências. Em todos os livros, faz questão de registrar suas influências literárias. Assim, o leitor pode comprovar em cada obra do autor, que os nomes de Cecília Meireles, Marina Colassanti, Adélia Prado e Carlos Drummond de Andrade – Gabriel Bicalho é também citado -, são como uma bússola a orientar o rumo deste navegante nas ondas da poesia.
Em 2012, ao fazer sua estreia com o lançamento de “Itabrilha, como o brilho de um olhar”, Gerozil faz uma mostra da grande influência da cidade de Drummond em sua vida e seus escritos. Por ali ter vivido cerca de 15 anos, o poeta teve tempo suficiente para se embriagar do ar poético de Itabira, onde Carlos Drummond deixou todas as marcas.
Em 2014, escreve “A Escolha que não fiz de mim”. O próprio título da obra já lembra a insatisfação do ser humano na sua busca para tentar lidar com os conflitos cotidianos.
“No azul dos olhos teus”, o mais recente, embora lançado este ano, traz registro de 2017. Natural de Governador Valadares e casado com Isabel Cristina Bahia, Gerozil é pai de dois filhos: Daniel Bahia e Sara Oliveira Silva. Morador de João Monlevade de longa data, sua luta para colocar seus livros na praça merece todo nosso apreço. Quem milita na literatura, sabe as dificuldades que enfrenta. Obras trabalhadas com esmero e dedicação, como as do poeta Gerozil, merecem toda a atenção do leitor.