Opinião - 5 de junho de 2018

Coluna da Cora

“O Passado não é aquilo que passou. O Passado é o que ficou daquilo que passou”
(Tristão de Atayde)



Mãe, o Amor que Contagia!


Outra tarde que desvanece dando lugar à noite de um céu azul exorbitante, exagerado. Noite de resplandecente lua, a deusa do céu, soberba, pendurada no azul profundo deste céu de minha terra-natal.
E a lua, esplendíssima, passeando, eclipsava o fulgor de umas estrelas reluzentes. Quantas vezes me perdi neste céu azul da minha João Monlevade! Eu me lembro... Ah! Saudade infinda...
Algumas horas após, surge um novo dia. Alvorada! Luz que também inunda os corações das pessoas revestidas de novas forças e esperança, para enfrentar mais um novo dia, um domingo que hoje vem chegando e certamente será muito belo: “Dia das Mães”! Dia do maior e mais poderoso amor do mundo. Um domingo de sol ardente, colorido, feito de alegria, carinho, lirismo, nostalgia da infância e de imensa saudade e meiguice.
Embalada com este clima de festa e ternura, pensando em vocês... que escrevo para expressar-lhes toda a ternura, admiração, respeito, compreensão, amor e gratidão que lhes dedico. Apesar da beleza e do encanto deste dia festivo e especial, do amor imensurável dos meus filhos e filhas, netos e netas; choro de amor e saudade. Choro em silêncio por minha mãe não estar mais aqui. Choro pelo seu amor e seu doce afago. Mas minha tristeza ninguém vê. Nasce da saudade, que guardo no fundo da alma, como um preito de eterna gratidão e eterno amor.
Muitos pregam a religião do amor, mas poucos fazem uso dela, principalmente porque amar é dar sem esperar nada em troca e oferecer tudo sem nada pedir. A mãe é o exemplo mais concreto do amor: doando-se até o fim e por inteiro. Somente o amor pode esboçar, traçar um largo e meigo sorriso na mulher, em casa, de manhã à noite, lava, passa, educa, ensina, ralha, xinga, e à noite, perdoa! Descansa, acaricia a todos com um afetuoso sorriso, com um doce aconchego, como se cada dia fosse o último, para fazer a felicidade de alguém.
Somente o saber amar tem a capacidade de tornar mais leve os tropeços, os desacertos da caminhada de cada um. Sua força e sua coragem de Mãe, sustentam a nossa vida. Dia das Mães!
Mãe que não amargura o viver, não cria obstáculos, não esmaga o entusiasmo, mas estimula, caminha junto, participa dividindo dores, multiplicando alegria. Mãe que compreende nossas falhas, aceita nossas limitações e nos olha com olhar de entendimento, de amor e paixão. Dia das Mães! Um coração para amar, para perdoar, para chorar e sorrir. Só o tempo é mesmo capaz de ajudar a entender um grande amor!
Como escreveu o cantor e compositor Milton Nascimento: “Mas é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana, sempre. Quem traz na pele esta marca possui a estranha mania de ter fé na vida!
Ó Deus Onipotente, princípio e fim de todas as coisas, abençoai e velai Senhor, todas as Mães de nossa terra – João Monlevade!