Variedades - 8 de junho de 2018

Homenagem ao Mestre Lelé e ao prefeito Bio

Ângelo Rocha Castro e Germin Loureiro. Popularmente conhecidos como “Lelé” e “Bio”. O primeiro foi um dos grandes músicos que passou por nossa cidade. Um polivalente nos instrumentos, onde tocava corda, sopro e teclado. Participou de vários grupos musicais de Monlevade desde a década de 30. Seresteiro e grande maestro, boêmio por excelência. E, por vários anos, foi o regente dos corais que se apresentavam nas missas de sábado e domingo na Igreja do Bairro Vila Tanque. Aliás, a Vila foi seu berço. Era o Mestre Lelé, sempre de bem com a vida e nunca estava sozinho. Sempre carregava nas mãos o seu violão ou um instrumento de sopro. Saudade ao estar por ali na Rua 21, a do “Sapo”, na Vila, e recordar do velho Lelé, com o semblante alegre, sempre sorrindo, descendo de sua casa, ali na Rua 19, para os ensaios na Igreja.

O segundo é o maior político que já passou por esta terra. Mesmo com seu jeito sisudo, era um homem de um coração enorme. Sua vida era no velho Carneirinhos, onde começou a ingressar na política e, de cara, presidiu a Comissão Pró-Emancipação de João Monlevade. Antes teve um bar, o Bar do Bio (hoje Búfalo Bill). Foi prefeito por três mandatos (1967/70; 83/88 e 93/96). Entre suas grandes obras, a Estação de Tratamento de Água, várias escolas e urbanização em dezenas de bairros. O Bio era o tipo do político hoje em extinção; honeste e que não precisava correr atrás do eleitor. Por si só, ele tinha o respeito do povo. Assim como Lelé, Bio era um homem integrado ao trabalho voluntário.



Este artigo eu escrevi no dia 19 de maio de 1998, dois dias após o falecimento do Mestre Lelé e do prefeito Bio. Marcelo Melo