Gerais - 3 de julho de 2018

Aí Deu “Sodade”! - Parte 1

Esta fotografia é parte do início da história da construção da Vila Operária, cuja largada se deu entre o final da década de 1930 e o início de 1940. Com o objetivo de atrair as pessoas a virem trabalhar na Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira, que estava sendo implantada, o então diretor, engenheiro Louis Jaques Ensch, determinou a construção não apenas das casas, mas também um espaço para atender às necessidades dos futuros operários e de seus familiares, como clubes, cinema e escolas. Assim, deu-se início à obra para se construir a Praça Ayres Quaresma (cujo nome foi dado em homenagem ao soldado Ayres Quaresma, natural de Rio Piracicaba, morto em Monte Castelo durante a II Guerra Mundial, em novembro de 1944). Pela data, percebe-se que a obra foi iniciada em 1945, e depois de inaugurada acabou sendo conhecida como “Praça do Cinema”, pois ali também instalou-se uma bela e moderna sala de cinema para a época, o Cine Monlevade.
Podem-se ver os arcos erguidos e que deixaram a marca da arquitetura neoclássica em nossa cidade, cuja cultura veio do Velho Continente, mais precisamente de Luxemburgo, terra dos principais construtores da siderurgia em solo brasileiro. A Praça Ayres Quaresma, imortalizada pela sua grande importância na história de João Monlevade. Foram mais de três décadas de sustentação, até que foi destruída, em 1988, sem necessidade aparente, já que, visando as obras de expansão que se fizeram realizar naquela época, para construção do Novo Laminador, bastava que fosse destruída a Praça do Mercado. O Prédio em “L” da “Praça do Cinema poderia ainda está de pé, e se transformado em um Memorial Vivo. Mas, agora, só fotografias!