Opinião - 4 de setembro de 2018

A História é a mãe da Estória

Em 2001, no “Morro do Geo” – em sua fase Standart -, iniciei um registro dos jornais lançados em nossa cidade – matéria que ainda pretendo retornar, se possível, lançando livro à respeito. É que o impresso monlevadense , motivo de um vasto arquivo que mantenho, merece uma literatura à altura. Ali mesmo, na “A História é a mãe da estória”, que escrevi há quase duas décadas, encontro erros que pedem correções, em nome de um trabalho honesto de informação para as futuras gerações – desafio que não abrimos mão. Algumas datas tive a oportunidade de corrigir; outras, possivelmente, ainda não.

Lembro o assunto apenas para ilustrar uma correção que desejo fazer de um erro cometido na crônica anterior – “Memória Literária” do mês passado: “Morro do Geo” de nº 168. No texto, escrevo sobre livros que remetem à história do nosso Pioneiro, o francês Jean de Monlevade – história que se funde com a da nossa cidade. Livros que foram, inclusive, matéria de palestras que tivemos a honra de participar ano passado – justamente com autores e amigos -, quando nas comemorações do bi-centenário.

Voltando à crônica do jornal anterior, cito erroneamente o título do livro do Erivelton Braz “Nas terras pesadas de metais e espantos”. Mesmo com a capa da bela obra me desmentindo, o texto traz a troca da palavra “espanto” por “encanto”. Talvez eu tenha, de fato, me encantado com a história do Pioneiro tão bem romanceada pelo Erivelton. Contudo, não era motivo para cometer tal deslize. Por isto, o meu pedido de desculpas ao autor e aos leitores.

Dito isto, aproveito para relembrar que em 2014, dentro das comemorações dos 50 anos de Emancipação Política do Município, o escritor apresentou a história do seu livro na Câmara Municipal, onde havia um acordo de lançamento que, infelizmente acabou por não se concretizar. Na oportunidade, comentou sobre as dificuldades para trazer sua obra a lume e falou da importância do incentivo e apoio do jornalista Márcio Passos, neste seu importante trabalho, resultado de uma incansável pesquisa que se iniciou em 2008. E quem quiser conferir, vale a pena ver o resultado, lançado este ano na página: anoticiaregional.com.br/ebook.asb

Vale lembrar também que, Afonso Torres da Silva, Geraldo Eustáquio Ferreira e Jairo Martins de Souza, foram citados na mesma coluna por seus excelentes livros, onde, sem dúvida, podemos aprender muito sobre a história de João Monlevade, o seu Pioneiro, sua terra e sua gente.