Opinião - 4 de setembro de 2018

Memória Literária

F. de Paula Santos
Tenho um amigo, o Jaime Batista Ramos, que sempre me fala de um Site onde diz se comunicar com “deus e todo mundo”, neste mundo de Deus. Ligado á causa da defesa do Meio Ambiente, assim como o edil Djalma Bastos – atual presidente da Câmara Municipal – vive em busca de, entre outras coisas, proteger nossas nascentes. Admiro a garra destas pessoas que se dedicam, ferrenhamente, em defender a natureza – uma questão que diz respeito a todos nós.
Mas eu falava do Site do Jaime – www.sustentabilidade plena.blogspot.com.br. Embora eu não frequente a rede, sei da extensão das comunicações que hoje têm o céu como limite. Contudo, minha citação vem do fato do amigo ter como ambição colocar em sua página na Internet uma listagem que contemplaria “todos” os livros lançados em João Monlevade. Como este assunto me interessa, aproveito o momento para apresentar aqui um pouco do tamanho do desafio que nosso ambientalista tem pela frente.
Catalogados a partir dos anos 1970, até 1995, quando Dr. Stanley lançou o excelente “Confusão no Elevador”, eu tenho cerca de quase cinquenta títulos. De lá pra cá este número mais que dobrou no meu acervo. Para se ter uma ideia mais exata do que ocorreu em fins dos anos 70 e o transcorrer das décadas seguintes (80/90), quando aconteceu o boom de lançamentos na terrinha, registro esta Capa do “Quando um Sonho torna-se Versos” (1983), do dono, presidente, fundador, diretor, editor e redator do “Morro do Geo”, o jornalista Marcelo Manuel de Melo. É evidente, já na capa, que ele usa o pseudônimo – se se pode chamar assim – de Marcelo Leunam.
O título da obra diz bem do que acontecia na época, poetas “poetavam” e queriam lançar. Foi um período efervescente, onde capas como a do livro do Leunam – verdadeiras obras de arte do desenho artístico, marcaram época. Embora não assinada, esta é do grande Zema – José Maria -, que assim como o nosso amigo Geraldo Magela Ferreira, deixou sua marca inconfundível em muitos sonhos poéticos, transformados em livros. Assim sendo, como eu ainda não consegui lançar um livro sobre o impresso monlevadense – jornais, livros e revistas -, acho que o Site do Jaime vai ter que esperar mais um pouco.
Em Tempo: A Capa do Livro em questão está aqui graças à generosidade do escritor Welis Couto. A obra faz parte do seu acervo. Nem o autor sabia se ainda existia algum exemplar.