Na foto acima a Corporação Musical Guarani, em foto antiga durante apresentação em São Domingos do Prata, em um momento áureo. Sua diretoria pede apoio à Prefeitura para continuar na ativa e levando cultura ao município e região. Para se ter uma ideia, recentemente o Maestro Antônio Carlos Maroun foi obrigado a rejeitar convites de festivais de Bandas ocorridos em Bela Vista de Minas e São Gonçalo do Rio Abaixo, por falta de músicos
As Corporações Musicais, melhor dizendo no popular, as Bandas de Música, são uma tradição milenar em nossas Minas Gerais. E aqui em João Monlevade não é diferente, desde a fundação da Corporação Musical Monlevade, que o amigo, saudoso Antônio Gabriel de Araújo, chamava carinhosamente de “Furiosa”. A mais antiga da cidade, a “Banda Monlevade” foi fundada em agosto de 1943, e completaria este ano 83 anos de idade. Entre seus fundadores, destaque para o Sr. Camilo, amante da música e que se tornou seu 1º presidente. E, entre os regentes, o mais popular e que ficou décadas à frente da Banda foi o saudoso Sr. Caldeira. Infelizmente, por falta de apoio, encerrou sua linda história!
E ainda na ativa, a Corporação Musical Guarani, regida há mais de 40 anos pelo Maestro Antônio Carlos Maroun, enfrenta o mesmo problema que levou a Corporação Musical Monlevade ao fim. Fundada em 1958 por um grupo de pessoas, da localidade de Carneirinhos, liderado por Walter Epafânio Loureiro e apoio da Igreja Católica e de lideranças da comunidade, entre eles os amigos Domingos Silvério, José Machadinho, Elson Martins, Pedro Machado e José Orozimbo, além de seu pai, Sr. Totó Loureiro, ela nasceu.
No entanto, a Corporação Musical Guarani pede socorro e, segundo o regente Maroun, dias atrás houve um encontro com o prefeito Laércio Ribeiro, quando foi pedida ajuda à administração. “Deixei bem claro para ele que se a Prefeitura não colaborar, a Banda vai acabar. E, sinceramente, só não encerrou as atividades ainda porque estou lá há tantos anos e tem uma turma que segura a peteca. E, caso termine, para fundar outra é bem mais difícil”, disse o Maestro. E ainda fez um desafabafo, ao afirmar que “infelizmente a Fundação Casa de Cultura não tem a sensibilidade e a noção do que uma Banda de Música representa para a cidade”. Finalizando, disse que o chefe do Executivo se prontificou em colaborar com a nossa Corporação Musical. Agora, é esperar, porque é muito descaso das autoridades municipais com nossa tradição.
Na fotografia abaixo, a Corporação Musical Monlevade, conhecida também como “Furiosa”, durante uma apresentação na cidade de Diamantina nos anos 1970, aparecendo à esquerda o grande Maestro, saudoso Sr. Caldeira. Infelizmente, teve de encerrar suas atividades por falta de apoio

































