História de um grande Personagem da Vila Tanque! – *Charles Aguiar!

Senhor Amaro Sotero de Aguiar (in memorin), mais conhecido como “Sô Maro Tratorista”, nascido em 2 de maio de 1926, é natural de Teixeiras, distrito de São Domingos do  Prata. Curiosamente nasceu na Fazenda do saudoso Seu “Lô”, propriedade que atualmente pertence a uma irmã do amigo Polivalente, José Geraldo Brandão.

Meu pai residiu por vários anos na Rua 17, Vila Tanque, e casou-se com a saudosa Dona Esmeralda Cândida Aguiar (in memorian). O casal teve seis filhos: Maria das Graças Aguiar (in Memorian), José Jorge Aguiar (residente em Ouro Branco), Creuza Maria de Aguiar (residente em Belo Horizonte), Charles Antônio de Aguiar (residente no Vila Tanque), Richard Geraldo de Aguiar, “Tão Careca” (in memorian) e a caçula Charlotte Aparecida de Aguiar (in memorian).

Um exímio tratorista, trabalhou durante 30 anos na Companhia Siderúrgica Belgo-Mineira e pertencia ao Setor de Transporte e Garagem, chefiado pelo Senhor Lagares. Trabalhou também na CAF – Companhia Agrícola Florestal e no Depósito de Carvão. Sua função como Operador Profissional era trabalhar nos tratores de esteiras D4 e D6 da Caterpillar, fazendo serviços de terraplanagens, abrindo estradas e loteamentos na construções de bairros em João Monlevade e região.

Infelizmente no fatídico dia 11 de março de 1980, o senhor Amaro Sotero de Aguiar, ao fazer um serviço de terraplanagem num loteamento no Bairro Vera Cruz, próximo à Emip – hoje UFOP -, a lâmina do Trator de Esteiras passou sobre um enxame de abelhas africanas, e foi atacado, levando várias picadas. Encaminhado ao Hospital Margarida, ele não suportou os ferimentos, vindo a falecer pouco mais de uma hora depois. A conclusão na certidão de óbito acusou Causa Morte Indeterminada (acredita-se ter sido por choque anafilático e uma parada cardiorrespiratória.

Velado em casa, algumas pessoas diziam que parecia que o seu corpo suava. Daí surgiram comentários de que poderia ter sofrido uma “morte aparente” e ter sido enterrado vivo. Para a família, foi muito traumatizante ouvir tais comentários. Mas, para sanar qualquer dúvidas, veio de Belo Horizonte uma equipe da Polícia Técnica para fazer a checagem do corpo com a presença de parentes – apenas eu não estive presente, pois me deixaria muito traumatizado. Suspeitaram de que se ele tivesse sido enterrado vivo, poderia estar revirado no caixão; no entanto, ao abrí-lo, o corpo estava do mesmo jeito do qual tinha sido enterrado alguns dias depois, terminando assim com a agonia da família e dos amigos.

Esta é a sua história, e meu pai estaria completando 100 anos agora em 2026. Fica o legado da criação de nossa família Aguiar a eterna e inesquecível lembrança de um grande homem; trabalhador, justo e honesto, juntamente com outros pais de famílias e moradores da nossa querida e amada Vila Tanque que também já se foram, cujas gerações deixaram um importante legado!

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