No print acima, o Editorial que escrevi no jornal “O Popular”, no ano de 2005, e a reportagem sobre a situação caótica da rodovia
Na semana passada, durante uma ida ao meu bairro, Vila Tanque, eis que recebo de presente do amigo “Zezinho Canjicão” uma preciosidade, destas de fazer a gente voltar à história e comprovar o quanto é importante o papel da imprensa – quando comprometida com a verdade dos fatos – através do jornal impresso.
Eis que ele entrega em minhas mãos o exemplar de uma edição do jornal “O Popular”, datado de 26 a 31 de janeiro de 2005, que circulou em João Monlevade naquele período. Editado por Sidney José, eu era colaborador do periódico, onde tinha uma Coluna assinada – “Coluna do Melo” – e às vezes era responsável pelo Editorial. E nesta edição meu Editorial tinha como título “Rodovia da Morte”, onde escrevi sobre o descaso e a novela de duplicação da BR-381 – no trecho entre Belo Horizonte a João Monlevade – e ao lado uma matéria que fiz sobre a situação caótica da rodovia, com o crescimento dos acidentes devido aos buracos na pista e sem manutenção por parte do Dnit.
Pois bem, isto foi publicado exatos 21 anos atrás, e assim começa meu Editorial: – “Assistimos desde os anos 1980 a novela em torno da duplicação e privatização da BR-381, que liga nossa João Monlevade a Belo Horizonte. Há praticamente duas décadas, saindo e entrando governo, e nada foi feito. Enquanto falta vontade política, a rodovia da morte continua promovendo sua carnificina”… Naquela época, os políticos já viajavam de helicóptero, e não enfrentavam a assassina 381!
E agora, José? A nossa BR-381 continua na mesma situação de duas décadas atrás, com um agravante: agora pagamos pedágios caros, com cinco pontos entre Belo Horizonte a Governador Valadares, sem duplicação em sua totalidade, e os acidentes só aumentaram. Nojo deste desgoverno, destes políticos covardes e mentirosos e o descaso deles com esta grave situação. Indignação e revolta, enquanto uns puxa-sacos ainda defendem esta “Nova Concessionária da 381”, a toque de caixa, obviamente.

































