A foto acima foi durante a nossa Formatura no curso superior de Comunicação Social/Jornalismo, pelo IES/FUNCEC, em dezembro de 2005. Eram “os tempos dos pardais, de verde nos quintais”, como diz a musica do Mestre Sivuca. Hoje, impossível esta convivência. Por quê? Pergunte e agradeça ao pt. Hehe…
A história de padres de João Monlevade apoiarem candidatos alinhados ao pt é antiga em nossa cidade. E agora se repetiu nesta campanha eleitoral, com ações dos padres Elson Vital e Jorge Carlos, que tanto trabalharam para a candidatura do Nine/Molusco nestas eleições, principalmente no 2º turno, e também de Marco José, que hoje encontra-se em Ipatinga, mas que também fez sua campanha. E aconteceu também na campanha presidencial de 2022 e nas eleições municipais de 2020, onde o Padre Jorge Carlos sempre esteve na campanha vestindo as cores vermelhas do pt. E eu fui testemunho ocular dos fatos 30 anos atrás.
No entanto, tudo teve início, digamos, oficialmente, nas eleições municipais de 1996, quando o atual prefeito de João Monlevade, Laércio Ribeiro, foi eleito em seu 1º mandato. Ele disputava a eleição contra Carlos Moreira, em campanha acirrada. Semanas antes das eleições foi divulgada uma pesquisa, que apresentava o radialista à frente, e foi aí que a Igreja Católica entrou em ação. Naquela época, os padres monfortinos Luizinho e Luciano, da Paróquia do Loanda, foram às ruas naquela região, onde exerciam grande liderança, principalmente com as pessoas mais humildes, e foram os principais cabos eleitorais e responsáveis pela virada (não como agora, mas virada de verdade), e a vitória do pt naquelas eleições Entenderam?
Daí…
E daí? Daí, pois é, e quem na época relatou todo o fato para mim da entrada triunfal dos padres Luizinho e Luciano na campanha, foi Geraldo Magela Ferreira, o “Magelinha do pt”, na época assessor parlamentar do deputado federal João Paulo Pires de Vasconcelos, e que trabalha atualmente para o pt no Distrito Federal, desde o início dos anos 2000. Fomos grandes amigos, parceirão de todas horas. Isto desde a infância; colegas de sala de aula a partir do Ensino Primário no Eugênia Scharlé, depois o Ensino Fundamental na Escola Polivalente e até na Faculdade, quando formamos juntos pela 1ª Turma de Jornalismo do IES/FUNCEC, em 2005. Também fomos colegas de trabalho no Jornal “A Notícia” e na Rádio Cultura, quando até produzimos um programa juntos. Sem contar nossa fase fazendo teatro, por anos, pelos palcos da vida. E foram muitas histórias, e éramos como irmãos!
Mas nossa amizade acabou. E sabem por quê? Por causa da política partidária, e não me arrependo de nada. Lógico, fica a saudade, a gratidão pelos tempos que convivemos juntos, e tínhamos uma parceria de verdade. Chegamos a brigar várias vezes por causa de política, aos gritos, fosse na redação de jornal ou na sala de aula, nos tempos da Faculdade, mas depois algumas gargalhadas e tudo resolvido com um abraço e um aperto de mãos. Pois sempre nos respeitamos, até tudo acabar numa noite de domingo, por volta das 20 horas, no dia 30 de outubro de 2022. O resto são lembranças!
































