Na foto acima, um exemplar do jornal “Atualidades”, que circulava na época, em sua edição de nº 292, de setembro de 1974, tendo como manchete de capa o pronunciamento do então deputado federal Paulino Cícero de Vasconcelos, sobre a importância da obra
João Monlevade conta com uma obra literária histórica que foi lançada em 1974, e teve como autora a professora Juliana Maria de Nascimento Passos, que residiu no município durante alguns anos, e foi professora no Colégio Kennedy. O Livro relata a história de João Monlevade, e sobre a obra aqui deixada pelo francês Jean Antoine Félix Dissandes de Monlevad, que deu o nome à cidade, e a sua importância tornando a região pioneira na área da siderurgia no país, e faz parte da nosso acervo memorial e cultural. Uma pena que os administradores da cidade pouco se importaram durante os anos em valorizar esta memória e menos ainda em criar um espaço para que a história não seja esquecida.
Abaixo, matéria publicada na mesma edição do jornal “Atualidades”, fazendo um resumo da obra literária de Juliana Maria!
A Professora Juliana Maria do Nascimento Passos, Auxiliar de Pesquisa Licenciada da Universidade Católica de Minas Gerais — após dois anos e meio de pesquisas, não só em Minas Gerais, mas também em outros Estados (São Paulo, Guanabara e Goiás), terminou seu trabalho literário: “MONLEVADE, VIDA E OBRA”. Sua obra tem por objetivo preencher uma lacuna em matéria de referências aos primórdios de nossa siderurgia. As referências que haviam são imprecisas e remotas. Quando muito davam breves notícias, o que, somadas, não proporcionavam uma visão mais detalhada de nossos primeiros passos em matéria de indústria siderúrgica. A Associação Monlevade de Serviços Sociais – AMSS – patrocinou a obra e adquiriu os seus direitos autorais.
COMO SURGIU A IDEIA
No início de sua carreira, o professor Mateus Michalick (um dos coordenadores do Período Técnico do Colégio Kennedy, de João Monlevade) sugerira à Profª. Juliana Maria do Nascimento Passos pesquisar as origens puramente técnicas de Monlevade, suas pesquisas em torno do Barão de Monlevade. Porém, com início de seu trabalho na Belgo-Mineira, ela notou que tais pesquisas demandavam um esforço que ia além de todas as suas possibilidades. Foi então que, através da Associação Monlevade de Serviços Sociais, obteve licença para afastar-se de suas funções no Colégio, dedicando-se, com exclusividade, para a coleta de dados e de dados históricos.
AUTORA CONTA COMO FORAM AS PESQUISAS
“Entramos em pesquisas ativas em João Monlevade, para depois partirmos em busca de referências francesas ao nome de Jean de Monlevade e de sua descendência no Brasil. Fomos ao Rio de Janeiro com o objetivo de nos avizinharmos da Sra. D. Lúcia Tomanick, neta do Barão de Monlevade. Nesta viagem fomos […] com o intuito de […] colher novos dados em sua residência, onde se localizavam os arquivos da família. Foi uma viagem muito rica de novos dados para as nossas pesquisas. Daí por diante, novas viagens sucederam-se onde colhemos novos e importantes dados. Foi muito valiosa a colaboração daquela senhora, que nos abriu todas as portas de sua residência, de onde pudemos extrair fidedignamente o que há de mais precioso na tradição e na história de Monlevade.”
CIDADES ONDE FORAM FEITAS AS PESQUISAS
A professora Juliana informou que a Sra. Lúcia de Monlevade Tomanick franqueou à autora o Arquivo da Família, cuja documentação foi de real significação para a obra, contendo inclusive a árvore genealógica da família Monlevade. Após a coleta de tais dados, as pesquisas da autora passaram por várias cidades do país, dentre as quais destacam-se: Rio de Janeiro, Barbacena, São João del Rei, Sabará, Santa Bárbara e Nova Era.
E A HISTÓRIA COMEÇA…
“Sim, a Velha Monlevade, a terra de Hugon e seu Castelo de Pineuil (Pineuilh)…” constituíam um ponto para que fôssemos buscar a ascendência do Dr. Jean de Monlevade e lá encontramos de sua estirpe os nomes de Madelone, de Marchovelette, de La Oule-Château, de Chamborant, de Aubusson, de Saint-Simon, de Bettencourt e no patrimônio onde a primeira carta de patente de Luiz XV, os familiares do Comandante de Villetoit, de Lambertye, de Neuville de Vendeude de Belloye, de Flotinat, de Bourbon e Saint-Eloi, entre outros.
Esta família descende do Capitão de Cavalaria Ligeira Tenente de Châtelainie de Gueret, seu primeiro Châtelain… as diversas ordens capitulares (Conselheiros do Rei, dois Prefeitos, dez Reitores, do Conselho do Rei, Oficiais e na Milícia Particular das Águas e Florestas da Província de La Marche”.
Com estes primeiros dados percebeu a autora a faculdade de ligar as origens do Sr. Bilhardère, de Monlevade, à “Revolução” e da atuação política do pai de Jean Monlevade (particularmente de Jean-Antoine-De Monlevade) por seu parentesco ao Chanceler Maupeou, Era o Antigo Regime”.
[…] o seu cunhado foi realizado na intimidade por seu pai e ele cresceu justamente na mentalidade elaborada pela Assembleia em seus primeiros momentos de agitação… Adiante, sua formação artística e técnica e depois sua vinda ao Brasil — onde fundou edifícios no Arquivo Nacional do Rio de Janeiro. “14 de maio de 1817, Jean Antoine Pelos Documentos tradicionais, 28 anos, estatura regular, barba regular, cabelos castanhos… tudo isto sela o início dos estudos históricos…
“Bem, a história está apenas começando… O leitor poderá tirar utilidade desta obra que fala de dados que pareciam esquecidos para sempre e que ressuscitam… O Barão de Capanema deu testemunho de uma das maiores empresas siderúrgicas … Os horizontes dos seus destinos oferecem novas frentes a algo parecido com… Barão de Catas Altas e do movimento… O antigo operário de Monlevade… mas lembrado como figura de nossa História.
Na foto abaixo, print da matéria publicada

Abaixo uma foto em IA da professora Juliana Maria, à esquerda, acompanhada de uma bisneta de Jean Monlevade, D. Mariana Tomanick de Monlevade, mostrando ao fundo o Solar Monlevade

*Pesquisa feita pelo historiador e escritor Afonso Torres!





























