Na fotografia acima o prefeito eleito, Theófilo Torres (E) ao lado do pai Mauri Torres, de Renata Torres e do irmão, hoje deputado Tito Torres
João Monlevade viveria uma experiência inédita durante uma campanha de nível municipal. Afinal, jamais os eleitores tiveram como pano de fundo a rede mundial de computadores para expor suas ideias, pedir votos e defender as propostas de seu candidato, principalmente ao cargo majoritário. As redes sociais “bombaram”, principalmente no Facebook, onde o estudante Raoni Roberto – cursando Ciências Políticas -, criou o Grupo “Eleições 2012”, que chegou a quase mil membros em poucas semanas. Era o “point” de debates e, até em algumas vezes de ataques verbais, o que provocou o bloqueio de alguns radicais, que não aceitavam opiniões divergentes com relação às suas preferências partidárias, e atacavam. Mas, no geral, o Grupo conseguiu atingir o seu objetivo.
Durante os comícios e nos programas de rádio, foram registrados muitos ataques, principalmente por parte do grupo do PT, que chegou inclusive a soltar um apócrifo (carta anônima) pela cidade durante o último dia de campanha, fato já extinto até mesmo em cidades menos prósperas do interior. Mesmo acusado de usar do prestígio do pai, para atuar como “funcionário fantasma” na Prefeitura de Nova Serrana (MG), o candidato tucano Theófilo Torres manteve a liderança nas pesquisas na fase final da campanha, sendo eleito com mais de 18 mil votos, representando quase 60% dos votos válidos no município. Gentil Bicalho ficou na segunda colocação. Foi uma vitória que, ao contrário das eleições de 2008, apresentou uma diferença enorme em favor de Teófilo Torres, cujos votos superaram a soma dos votos de seus dois opositores.
Para ocupar as cadeiras na Câmara Municipal, foram reeleitos apenas quatro vereadores: Sinval Jacinto Dias (PSDB), que chegava ao seu 5º mandato consecutivo, Guilherme Nasser (PSDB), Belmar Diniz (PT) e Vanderlei Miranda (PR). Os demais vitoriosos foram Carlos Gomes (PSB), Thiago Titó (PMDB), Evandro Dias dos Santos “Tuquinho” (PMDB), Fabrício Lopes (PV), Telles Superação (PSC), Leles Pontes e Djama Bastos (PSB), que retornava ao Poder Legislativo depois de ficar de fora durante dois mandatos. O lado negativo foi com relação à representação feminina no Poder Legislativo. Isto porque, depois de vários anos tendo representatividade no Poder Legislativo, nenhuma mulher foi eleita para ocupar uma cadeira na Câmara Municipal.
*Do Livro “A Saga: Memórias de um Jornalista do Interior” – Parte LXVIII
Autoria: Jornalista Marcelo M. Melo!

































