Uma viagem pela história e pelas fotografias antigas de nossa cidade! – Por Marcelo Melo!

João Monlevade, uma terra descoberta por um francês e desbravada por um luxemburguês! Aqui teve início a Siderurgia Nacional, com as Forjas catalã, fundada pelo pioneiro Jean Antoine Félix Dissandes de Monlevade, que aportou nas terras de Córrego São Miguel no ano de 1817, quase no final do Século XIX. E, 118 anos depois, precisamente em 1935, já no Século XX, o engenheiro Louis Jaques Ensch chegou para estudar a possibilidade de se criar uma nova empresa, e foi então construída a segunda unidade da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira em nosso solo, rico em mineral, precisamente onde Jean Monlevade havia instalada as Forjas Catalã. Ou seja, “da semente nasceu a flor”!

Assim, a empresa criava sua segunda unidade no Brasil, já que a primeira se deu em Sabará, onde a Usina se instalou em 1917, ainda com o nome de Cia. Siderúrgica Mineira. Após a visita ao Brasil do rei Alberto I, da Bélgica, e aportes do grupo belga-luxemburguês ARBED, a empresa mudou o nome para Belgo-Mineira, tornando-se a primeira usina integrada da América Latina.

E assim nasceu a cidade, através da construção da 1ª Vila Operária da América Latina, idealizada pelo engenheiro luxemburguês e diretor da Belgo-Mineira, Dr. Louis Jacques Ensch. Assim, duas fases distintas de nossa João Monlevade; o antes e o depois da Vila Operária, cuja grande parte da história foi destruída com a demolição das praças do Mercado e da praça Ayres Quaresma (saudosa Praça do Cinema), e quase todo seu lindo complexo arquitetônico, para expansão da Usina e construção de um novo Laminador, a partir de meados dos anos 1980.

Para contemplar, algumas fotos das duas praças mais famosas de nossa velha cidade, e que ficaram enternizadas em nossa memória!

Na foto abaixo a famosa entrada do “morro do Geo”, pela Rua Siderúrgica, que levava às praças do mercado e do Cinema. Ai, “nem o burro do geo aguenta, com o suspensole do Daniel”… O jargão que ficou famoso entre os monlevadenses/raíz!

Fotos: Arquivo jornal “Morro do Geo” –

PS: O engenheiro Louis Jacques Ensh era um visionário e desde a instalação da Usina da Belgo-Mineira e o ínício da construção da Vila Operária, ele contratou fotógrafos que registraram toda a história. E foram eles Coutinho, Assunpção e o Mestre Diló, que mais registrou nossa cidade antiga em fotografias. A eles, e ao grande Louis Ensch, que nos proporcionaram ter lembranças de nosso lindo passado arquitetônico na memória; das casas, das ruas, dos pédios, dos comércios, das histórias que nossos antepassados viveram! Obrigado a vocês!

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