O futebol foi o esporte que brilhou em João Monlevade entre as décadas de 1940 a 1970, e grandes equipes foram formadas. Já em meados dos anos 40, havia alguns clubes, entre eles os de maior expressão eram o Sport, Independente, Congregação Mariana, Az de Ouro e Atletic.
Mas, foi a partir da década de 1950 que a Belgo-Mineira começou a investir no futebol local, e surgiram as grandes forças com equipes de alto nível e muitos talentos individuais desfilaram pelos gramados do estádio do Jacuí, principal campo para a prática do futebol, bem como nos estádios da região e também de Minas Gerais.
A cidade que fez história nas 4 linhas!
Desde que a Belgo-Mineira aqui se instalou, em 1935, também nasceu o futebol, jogado nas quatro linhas, independente de ser terra, lama, poeira ou gramado. Pelos campos de várzea, pela estádio do Jacuí, do Louis Ensch ou ainda nos campos do Vigilante e do Industrial. E ainda em cidades da região, como no campo do Lava-Pés, Piedade, Campo do Nacional, em São Domingos do Prata); no campo do Comercial ou do Veminas, em Nova Era; no estádio José Modesto de Ávila, em Bela Vista de Minas; ou no campo da Prainha, em Rio Piracicaba. Aqui também estamos no país da bola!
Na foto abaixo, o time do Independente, uma das primeiras equipes de João Monlevade, fundada no início da década de 1940, logo após a instalação da Belgo-Mineira. Junto à fusão com o Sport e Az de Ouro, transformou-se no Vasquinho, uma década depois

Abaixo, uma das primeiras formações do Atletic, da Vila Tanque, no ano de 1946. Em pé, da esquerda para a direita: Zé Pó, Joaquim, Ulisses, Frederico, Zé Vitor, Deco, Joaquim Etelvino e Zimba. Agachados, na mesma ordem:Zé Carlos, Costa, Gigante, Moacir e Cafajeste. O público já comparecia ao estádio do Jacuí

Na fotografia abaixo, a equipe é a do Fluminense, da década de 1940, que formou um grande time em Monlevade. Apesar de ter tido um final prematuro, o tricolor do Médio Piracicaba fez parte da história do futebol monlevadense. Na foto, em pé, da esquerda para a direita: Zé Pião, Zé de Sena, Sady, Raimundo Domingues, Nelson Zuêra, Fábio e Máximo Leite. Agachados, na mesma ordem: Nilson, Paschoal, Tieco, Canário, Donga e Queirão

Bastava ser bom de bola para ser fichado na Usina. Havia na época olheiros contratados pela própria empresa para buscar talentos, e também a indicação dos próprios jogadores, e assim diversos craques/metalúrgicos vieram de várias regiões do Estado. Chegavam para trabalhar na Usina – a maioria no setor de Vigilância -, mas o principal objetivo era jogar futebol.
Assim a Belgo-Mineira se tornou um celeiro de craques, assim como também fez em sua Unidade de Sabará, quando o Siderúrgica sagrou-se campeão mineiro da 1ª Divisão em 1965, último ano antes da era Mineirão.
Mas a Belgo-Mineira fez algumas propostas para investir no futebol monlevadense, entre elas a fusão do Sport com o Independente, de onde nasceu o grande Belgo-Minas, cuja maior façanha foi o pentacampeonato regional (1954/1958).
Também surgiram outras equipes de ponta, como o Clube Atlético Metalúrgico, Vigilante (mais tarde transformou-se em Olímpico) Vasquinho (mais tarde passou se chamar Esporte), e o Industrial, as maiores forças junto ao Belgo-Minas. Ainda tinham times que fizeram história e tradição, entre eles o Atletic, Vila Nova e Penharol (os três da Vila Tanque) e o Aliados (primeiro grande time de Carneirinhos), Real, Botafogo, Fluminense, Flamenguinho, Palmeirinhas, Asa Branca, Belmonte e Osanan, entre outros.
Término de um jogo entre Metalúrgico e Vasquinho, com o engenheiro Caetano Mascarenhas fazendo entrega de um troféu ao jogador Gigante, do alvinegro, observado pelos atletas do Vasquinho, Pedrinho e Henriquinho

Homens que amaram e fizeram história no futebol amador de João Monlevade.!
O Belgo-Minas sagrava-se pentacampeão e uma grande festa foi realizada. À frente homens que ajudaram a criar o time, entre eles seu Simões, Arcanjo Policarpo e Caetano Mascarenhas

O vestiário do Clube Atlético Metalúrgico em festa após uma final contra o belgo-Minas, com vitória do “Meta”. Em primeiro plano um dos atletas que mais história fez no futebol monlevadense, o goleiro Miltinho, que sempre defendeu as cores do alvinegro, ao lado de colegas, dirigentes e torcedores

O ex-jogador do Metalúrgico e jornalista esportivo Maurício Reis faz a entrega de prêmio ao goleiro Dirceu, do Vigilante, após uma partida realizada no estádio Gentil Bicalho, no Real Esporte Clube

Mas, além dos jogadores, várias pessoas se tornaram históricas e até mesmo folclóricas pelo muito que fizeram pelo futebol monlevadense, voluntariamente e por amor aos seus clubes, como cartolas, técnicos, massagistas, gandulas. Podemos citar o Sr. Simões, Arcanjo Policarpo, Zé Luiz, Seu Jacinto, Paranhos, Salvador, Gigante, Zezinho do Atletic, Edílson, Zé Soldado, Caetano Mascarenhas, João Bosco, Zacarias Gorgozinho, Seu Santos, Sr. Geraldo Carvalho, Menezes, Totó e tantos outros.
Jornalistas que fizeram história nos gramados!
Além dos cartolas e tantas outras pessoas envolvidas no futebol em nossa cidade, é importante citar aqui o trabalho dos jornalistas que, desde os anos 1960, faziam as coberturas dos jogos, principalmente após a fundação da Rádio Cultura, em 1961. E eram os principais repórteres o “Prezado” Maurício Reis, Geraldo Marques (Sabará) e na cabine de transmissão o grande narrador José de Alencar Rocha, e ainda Geraldo Arantes e Paulo César. Eles fizeram história na emissora, transmitindo não apenas jogos do Campeonato promovido pela LMF, mas também jogos dos campeonatos estaduais e o Brasileiro. Havia ainda outros profissionais do rádio que atuavam na Rádio Cultura, e que acabaram migrando para grandes emissoras do país, como Paulo Lopes. Mais recentemente ocupou op posto como repórter esportivo do rádio o professor Lúcio Flávio, popular “Perereca”, que sempre fez um bom trabalho!
E, em se tratando da imprensa escrita, um dos baluartes do jornalista esportivo foi Geraldo Sérgio Guerra (Guerrinha), que chegou inclusive a lançar dois livros, intitulado “Reminiscências Esportivas”, onde relata toda a história do futebol monlevadense e regional, com fotografias, fatos e os bastidores dos grandes jogos. Um acervo sensacional. E Geraldo Guerra começou a atuar como jornalista esportivo no ” Jornal de Monlevade”, fundado pelo grande jornalista, saudoso Elmo Lima, nos anos 1970. E desde então se tornou o principal jornalista esportivo da região, junto ao Prezado Maurício Reis.
Aliás, além de ter feito história como repórter de campo e comentarista esportivo na Rádio Cultura, Maurício Reis também fez um excelente trabalho como redator nos jornais “A Notícia”, até o final dos anos 1980, e desde a fundação do “Gazeta Regional”, que se deu em 1999, foi o Editor de Esportes do jornal, até o ano passado, quando se mudou para Belo Horizonte. Um redator de excelência! E assim , Maurício Reis e Geraldo Guerra percorriam vários estádios nos finais de semana para cobrir as partidas de futebol, e na maioria das vezes com recursos próprios, com alimentação e combustível. Faziam da profissão um prazer, e com muito amor!
Nas fotos abaixo, durante um encontro nas arquibancadas do Ginásio do Real, os amigos e grandes repórteres esportivos Geraldo Guerra, Maurício Reis e Lúcio Flávio, junto ao historiador e também desportista Francisco de P. Santos, o “Chiquinho Barcelona”

No estádio do Jacuí era proporcionado o maior espetáculo popular da região!
Construído nos anos 1950, o estádio do Jacuí foi palco de grandes jogos até os anos 1980. O futebol, dessa forma, fez história em João Monlevade para quem viveu e acompanhou o esporte naquelas décadas, viu partidas memoráveis e grandes craques desfilando pelos gramados. Os tempos em que o estádio do Jacuí ficava lotado aos domingos, onde famílias inteiras saiam de vários pontos da cidade e desciam a pé, pela linha férrea, ou amontoadas em carrocerias de caminhões, para chegar ao Jacuí.
Grandes clássicos e os times das cidades da região sofriam com os craques espalhados pelo times de João Monlevade, entre eles Zé Siman, Nonô Gregório, Élio Doutor, Caroço, Gigante, Curió, Miltinho, Melecano, Nêgo Véio, Joaquim Etelvino, Carlinhos, Nonô Massa, Mário de Souza, Vaccari, Gregório, Hilário, Marquinhos, Dirceu, Dely, Ruta, Caiana, Gilson Bigode, Adilson, Beijo, Nino Prandini, Maurício Reis e tantos outros. Uma geração que caminhou nos memoráveis jogos no gramado do estádio do Jacuí!
Uma foto incrível! Um grande público assiste a uma partida de futebol no estádio do Jacuí, quando as arquibancadas ainda estavam em construção. Pode-se ver os torcedores em pé, se acotovelando, cercando todo o campo. À esquerda, a Barragem

O estádio do Jacuí ficava assim nas tardes de domingos, dia de futebol. Homens e mulheres elegantes se juntavam para o espetáculo


O jornal “Morro do Geo” conta com um arquivo histórico de fotografias das equipes de futebol de João Monlevade, durante a época de ouro!
Times e jogadores que marcaram época no futebol da região do Médio Piracicaba. A história marcada pelo amor à camisa e pela Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira
Seleção da LMF e Fluminense do Rio!
Entre os anos 1960/70 era comum se formar seleções das cidades para disputa de torneios. João Monlevade – que na época era um celeiro de craques – geralmente se saia melhor na competições regionais. E a Seleção de Monlevade também disputou diversos amistosos com equipes profissionais do Rio de Janeiro e Minas, entre elas o Fluminense, Vasco da Gama, América Carioca e Atlético Mineiro, que disputaram jogos inesquecíveis no saudoso estádio do Jacuí. Nesta época foi realizada uma grande partida foi realizada contra o Fluminense, que tinha no elenco o ponta Telê Santana, o goleiro Castilho, entre outros craques. O placar foi de 5 a 1 para o tricolor carioca
Abaixo, a foto das duas equipes antes da partida, que lotou as arquibancadas do estádio do Jacuí. Em pé, da esquerda para a direita: Paulo Silvério, Jair Marinho, Miltinho, Jair Francisco, Ildeu, Pinheiro, Murilo, Valdo, Benites, Castilho e Rauzinho. Agachados, na mesma ordem: Altair, Miltinho, Oldair, Caroço, Clóvis, Zezinho, Tácio, Hilton de Oliveira, Remison e Telê Santana. Um jogo que ficou para a história

Abaixo, nos anos 1960, outra formação da Seleção da LMF, antes de uma partida. Na foto, aparecem de pé, da esquerda para a direita: Zé Luiz (Cartola), Vicentinho, Paulo Silvério, Quinzola, Pedrinho Virgulino, Zé Carlos, Hélio Doutor e Zé de Melo. Agachados, na mesma ordem: Tarcísio, Remirson, Paulinho, Caroço, Mingau e Carlinhos

Esporte Clube Monlevade!
Vamos apresentar algumas equipes de futebol que marcaram época em João Monlevade e região, a partir dos anos 1950, quando a Belgo-Mineira resolveu investir alto no esporte. Um deles era esta, que fez sucesso entre as décadas de 1950/60. Era o Sport Clube Monlevade. Na foto, em pé da esquerda para a direita: Toninho, Zé Marques, Pompéia, Capixaba, Osmar. Agachados: Silvério, Manuel, Pelé, Caiana e Pinga

Outra formação do Sport! Em pé, da esquerda para a direita: Vantuil, Pompea, Capixaba, Amilton, Renato e Silvestre. Agachados, na mesma ordem: Silvério, Caiana, Pelé, Pinga e Odinho

Belgo-Minas Futebol Clube!
O Belgo-Minas marcou história em nossa João Monlevade e em toda região. Fundado pela Belgo-Mineira nos anos 1950, após fusão do Sport e do Independente, era praticamente uma equipe profissional diante tantos craques que desfilavam pelos gramados. O Belgo-Minas foi, durante uma década, a glória do esporte amador em toda região, conquistando diversos títulos. O time de futebol do Belgo-Minas foi um dos grandes que passou pela região, e sagrou-se campeão em várias oportunidades. Concorrentes para ele? Só o Metalúrgico e o Vasquinho. O time de futebol do Belgo-Minas foi um dos grandes que passou pela região, e sagrou-se campeão em várias oportunidades. Concorrentes para ele? Só o Metalúrgico e o Vasquinho. Aliás, o Belgo-Minas foi a grande pedra no sapato do Clube Atlético Metalúrgico, cuja fundação se deu na mesma época. Era, nos anos 1950/60, o clássico das multidões!
A formação abaixo foi uma das melhores do histórico time do Belgo-Minas de todos os tempos, tendo no elenco o atacante Mário de Souza, que se destacou no time profissional do Clube Atlético Mineiro, e encerrou carreira na cidade. Na foto aparecem em pé, da esquerda para a direita: Lilinho, Juca, Joaquim Etelvino, Nôca, Joãozinho Fuzil, Joãozinho Boa Pinta e o presidente Sr. Simões. Agachados, na mesma ordem: Rôla, Antônio Massa, Caroço, Mingau e Mário de Souza

Outro elenco do belgo-Minas. A equipe revelou vários craques, e alguns deles se profissionalizaram no futebol. Nesta foto, o timaço que fazia tremer os adversários. Aqui durante uma partida no estádio do Jacuí. Em pé, da esquerda para a direita: Itamar (técnico), Lilinho, Mingau, Joaquim Etelvino, Juca, R. Pinto, Afrânio, Noca e Erotides (Supervisor). Agachados, na mesma ordem: Antônio Massa, Luiz Professor, Curió, Remison, Boró e Wilson

Mais uma fotografia da equipe do Belgo-Minas, e que também entrou em atividade graças à Belgo-Mineira. E neste time atuou uma das lendas do esporte monlevadense, Joaquim do Carmo, popular Joaquim Etelvino. Vamos ao timaço: em pé, da esquerda para a direita: Nonô Massa, Sílvio, Mário de Souza, Domingos MIngau, Carlinhos e Jaime. Assentados, na mesma ordem: Nôca, João da Pinta, Afrânio, Joaquim Etelvino e Lilinho

O Belgo-Minas sagrava-se tri-campeão pela LMF em 19656, e o engenheiro Caetano Mascarenhas fazia a entrega do troféu ao presidente do Clube, Sr. Josué Dias, que anos depois era eleito o primeiro vice-prefeito por João Monlevade, na chapa de Wilson Alvarenga, após a emancipação

Vasquinho Futebol Clube!
O Vasquinho foi outro grande clube que fez história no futebol monlevadense, nascido também na década de 1950, quando o esporte tomou peso na região. Anos depois transformaria no Sport. Mas, enquanto durou, o Vasquinho fez histórias e conquistou títulos. Incrível como o tempo não envelhece quando a história permanece. E esta história faz parte das grandes equipes de futebol que atuaram em Monlevade no passado.
Nesta fotografia o time formado no ano de 1958, onde aparecem, da esquerda para a direita: O diretor Alberico, José Godinho, Otacílio, Pitôco, Marconi, Vicentinho, Roberto, Edil, Pisson, Zequinha, Dezinho e João Francisco

Outro flagrante do time do Vasquinho, com formação diferente da foto anterior. Esta formação também é da década de 50, onde aparecem, em pé, da esquerda para a direita: Afrânio, Zozoca, Moacyr, Castilho, Vicentinho e Zé Rosinha. Agachados, na mesma ordem: Jésus Godelo, Pedrinho, Edil, Roberto, Luis Professor e Elbo

Clube Atlético Metalúrgico!
Estávamos na década de 1950, quando João Monlevade começava a formar grandes times de futebol, sempre com apoio da Belgo-Mineira. Jogadores eram repatriados para a cidade, através de olheiros, que viajavam constantemente assim que tomavam conhecimento de que algum craque surgia em alguma parte do Estado. Vinham para trabalhar na Usina e jogar futebol. Isso ocorreu durante duas décadas praticamente. Um dos times que fez história foi o grande Clube Atlético Metalúrgico, entre os anos 1950 a 1980. Aliás, pode-se afirmar que foi o clube que mais títulos conquistou pela Liga Monlevadense de Futebol, e seu maior rival era justamente o Belgo-Minas, até os anos 1960, e depois passou a ser o Vigilante, cuja história contaremos a seguir.
Na foto abaixo, uma das primeiras formações do Metalúrgico, o popular “Meta”, em 1950, onde aparecem em pé, da esquerda para a direita: ?, Alaor, Boreu, Valdemar, Paulo Silvério, Fábio, Teodorico e Seu Niquinho (diretor). Agachados, na mesma ordem: Pedrinho, Walter, Dimas, Francisco e Jésus Bragança

Início da década de 1960 e na região era o mais temido, o alvi-negro Clube Atlético Metalúrgico. Este time ganhou vários títulos na região e essa foi uma de suas grandes formações. Para relembrar da época em que ainda desfilavam craques pelos gramados monlevadenses, apresentamos, em pé, da esquerda para a direita: Oswaldo Araújo Alfaiate (presidente da LMF)), Paulo Silvério, Ildeu, Rui, Benites, Miltinho, Bené Ipojucan e Alberto. Agachados, na mesma ordem: Tonico Cuxinha,

O Metalúrgico foi o time que mais títulos conquistou pela Liga Monlevadense de Futebol. Aqui, o time posa para uma foto após conquistar o campeonato invícto em 1960. Em pé, aparecem na entrega da faixa: Paulo Silvério, Bené Ipojucan, Murilo, Miltinho, Piquête, Benitez, Tácio, Cobrinha, Ildeu e Rui Canêdo. Agachados: Pindoba, Eudes, Curió, Tiziu, Bequinha, Odilon e Dimas. E alguns mascotes

Falando em títulos, este time do Metalúrgico foi campeão pela LMF em 1965, e aqui novamente o jogo da entrega das faixas, no estádio do Jacuí, lotado. Era a paixão do monlevadense pelo futebol Na foto aparecem em pé: ?, Gigante, Canhoto, Ildeu, Tácio, Tonico, Nem Derréia, ? e Pedro Gatti. Agachados, Paranhos, Ailton, Paulinho, Guta, Natalino, Curió e Odilon


Mais uma formação tradicional do “Meta”, como era chamado pelos torcedores. O alvi-negro do início da décda de 60, onde os jogadores se preparam para mais um confronto.
Com as arquibancadas do Jacuí tomadas, o time com o goleiro Nêgo Véio, Tácio, Canhoto, Murilo, Ildeu e Nem Derréia. Agachados, na mesma ordem: Natalino, Ladinho, Curió, Dimas e Nem

Em partida realizada no estádio Louis Ensch, este time do Metalúrgico sagrou-se tetra-campeão em 1975, durante uma partida memorável contra o Olímpico, realizada no estádio Louis Ensch, em que venceu por um a zero no tempo normal, e um a zero na prorrogação. Os gols foram de Gilson, de cabeça, no tempor normal; e de Gregório, de falta, na prorrogação. Um jogaço! Na foto, em pé: Jésus Cabeção, Tuco, Miltinho, Geraldinho, Cabreira e Nenêga. Agachados: Zé Pio, Gregório, Gilson, Hamilton e Nôvo. Neste elenco, os irmãos Gilson “Bigode” e Adilson “Nôvo” eram os terrores da defesa do Vigilante e de outras equipes da região

Na fotografia abaixo, o então prefeito Lúcio Flávio de Souza Mesquita, entrega o Troféu de campeão ao Capitão do Metalúrgico, o lateral direito Geraldinho Vieira, observado pelo presidente da Câmara Municipal, Sebastião Gomes de Melo. Todos três deixaram belas histórias, belos exemplos e um legado em João Monlevade

Aqui, uma das grandes formações do Metalúrgico, nos anos 1970 ,campeão por várias vezes pela Liga Monlevadense de Futebol. Esta formação também deixou história e tjogos memoráveis. Vamos ao escrete, onde aparecem em pé, da esquerda para a direita: Tim, Dino, Edílson Silvério, Arlindo, Geraldinho Vieira e Miltinho. Agachados, na mesma ordem; Edson Mixirica, Wander Diló, Claudionor, Gilson Bigode e Adilson (Nôvo)

Por ser o mais tradicional, o motivo de tantas fotos do saudoso Clube Atlético Metalúrgico. Esta foto é dos anos 1980, e ainda uma formação de grandes valores. Na foto, Crista, Cará, Celestino, Henrique, Minguinha, Dely e Miguel (Supervisor). Abaixo, Zé Pio, Nôvo, Gilson, Joãozinho e Sílvio. O goleiro Dely, que começou a carreira no Vigilante, foi um dos maiores goleiros da história do futebol monlevadense. Atuou ainda no Metalúrgico e Real, e foi um dos mais brilhantes goleiros do futebol de salão, e fez história no Grêmio Esportivo Monlevadense

Fusão com o Clube Recreativo!
Com o fim dos investimentos provenientes da Belgo-Mineira para os clube de João Monlevade, e com isto a falta de recursos para manter os elencos, o Clube Atlético Metalúrgico se fundiu ao Clube Recreativo, no início dos anos 1980. Construído graças ao trabalho da comunidade do Bairro Vila Tanque, entre eles meu pai, Sebastião Gomes de Melo, Clemides Martins Barros, Laudelino Fonseca, Chico Fonseca e Maurício Araújo, entre outros, diretores da SAVITA – Sociedade dos Amigos da Vila Tanque, inaugurado em maio de 1975. Inclusive foi montada uma Sala de Troféus dos títulos conquistados pelo Metalúrgico, mas que, infelizmente, por obra de alguns mal intencionados, sumiram do local. E co m a fusão o clube durou por mais alguns anos.
O Metalúrgico fundiu-se ao Clube Recreativo da Vila Tanque. A sala de troféus foi inclusive colocada na sede do Clube. Aqui, no estádio Sebastião Gomes de Melo, campo do Recreativo, o time se apresentava com Mundicão (técnico), Minguinha, Bernardão, Zanata, Guilherme Hamilton e Esquerdinha. Agachados, na mesma ordem: Zé Soldado, Nenêga, Maroca, Gilson, Henrique, Sílvio e Dadinho

Vigilante Esporte Clube!
Fundado no final dos anos 1960 pelo então tenente Amaro Zacarias Gorgozinho, chefe de Segurança da Belgo-Mineira, o Vigilante Esporte Clube, formado por vigilantes da usina, acabou ganhando o apelido de “Fuça-Marmitas”. Isto porque na época circulava um boato de que, ao deixar as marmitas – também conhecidas como boias -, nas portarias, que eram entregue pelos famosos “Boieiros” (na época não havia restaurante na Usina), os vigilantes costumavam abrir as marmitas e sempre tiravam um bifinho das marmitas, que a esposa mandava para o esposo operário (rs). Era um timaço e, até o início dos anos 1980, foi o grande rival do Metalúrgico. Era um elenco de muitos craques, de um nível técnico bem elevado. Mais tarde passou a se denominar Olímpico Esporte Clube!
Abaixo, uma das primeiras e melhores formações do time do Vigilante, aparecendo em pé, da esquerda para a direita: Zé Leite e Zé Felipe (supervisores), Marquinhos, Ermano, Roberto Rodrigues, Luiz Gonzaga, Zizinho, Maurício, Osmar, Dirceu Lopes e Tenente Corgozinho (presidente). Agachados, na mesma ordem: Piston, Taquinho, Lisboa, Nem, Hilário, Paulinho, Nato, Lero e Ruta

A formação abaixo do Vigilante é também uma dos primeiros elencos, onde aparecem jogadores que fizeram história no futebol da região. Em pé, da esquerda para a direita: Oswaldo Araújo (Presidente da LMF), Tácio, ? Dirceu, José de Melo, ? e Jacaré. Agachados, na mesma ordem: Paulinho, Nem, ?, Caiana e Carlinhos. Um Timaço!

Voltando um pouco ao tempo, o grande Vigilante, mas também na década de 70. Em pé, da esquerda para a direita:a o senhor Oswaldo Araújo, presidente da Liga Monlevadense de Futebol; Dirceu, Osmar, Maurício, Benjamin, Marquinhos e Zizinho. Agachados, na mesma ordem: Zé Leite (técnico), Paulinho, Nem, Lero, Piston, e Ruta

Outra formação da equipe do Vigilante, aqui na década de 70. Uma das melhores formações do chamado “Fuça-Marmitas. Em pé, da esquerda para a direita: Marquinhos, Batista, Lisboa, Maurício, Osmar e Dely. Agachados, na mesma ordem: Taquinho, Gorgozinho, Toca, Hilário e Ruta

Início dos anos 1980 e o Vigilante já havia mudado de nome, passando a ser o Olímpico Futebol Clube. Aqui, com o estádio do “Vigilante” lotado, no bairro Amazonas, partida final contra o Metalúrgico, vencido pelo “Fuça-Marmitas” por um a zero Em pé: Marquinhos, Piston, Maurício, Bolô, Dirceu e Osmar. Agachados: Percinho, Toca, Beijo, Zezé e Ruta

Industrial Futebol Clube!
Outra equipe que fez história foi o Industrial, fundado no Bairro Santa Cruz. Tinha como vizinho o Vigilante, já que os seus estádio eram lado a lado, na Rua Tupiniquins. As cors eram o alvi-negro e revelou grandes jogadores.
Aqui, uma das primeiras formações deste timaço do Industrial, nos 1950, antes de uma partida contra o time do Canto do Rio. Placar final: três tentos a zero para o time industrialino, com todos os gols do artilheiro Antônio Leite (Leili). Na foto, em pé, da esquerda para a direita: Nem, Antônio Leite, Zé Pena, Martins, Jovi e Tostão. Agachados, entre outros, Curiol, Rola, Alfeu e Murrinha

O Industrial foi outra grande equipe de Monlevade, cujo estádio está localizado no bairro Amazonas. Era o maior rival do Vigilante, já que ambos tinham aquele bairro como sede. Na foto esta formação do final da década de 1960, onde aparecem Quinzola, Réu, Bené, Wellington, Zé Linhares e Totó. Agachados: Antônio Feféu, Dé Preto, Perpétuo, Quinquito e Madeirinha

A foto abaixo é de um elenco mais atual do industrial, entre os anos 1970/80, mas, infelizmente, identificamos poucos jogadores. Entre eles, podemos citar os irmãos Ernani, o goleiro Zezé

A Vila Tanque também fez histórias no futebol!
Outro bairro bem tradicional em João Monlevade, o Vila Tanque – um dos mais antigos da cidade fundado junto com a Vila Operária, nos anos 1940 -, também teve tradição no futebol, cujo estádio para a prática do futebol era o famoso “Campo da Lenheira”, que estava localizado ali, no início da Avenida Aeroporto, onde foi construída depois a Escola Polivalente – hoje Escola Estadual Geraldo Parreiras. Ali tiveram bons times, entre eles os mais tradicionais, Atletic e Vila Nova, além do Penharol e do Ozanan (time de Seu Santos). Infelizmente somentes temos fotos do alvi-negro Atletic, cujos alguns dos fundadores foram Zezinho e Edilson; e do alvi-rubro Vila Nova, cujo baluarte foi o “Zé Soldado”!
Famoso Campo da Lenheira!
Abaixo, nos anos 1960, o famoso e saudoso “Campo da Lenheira”, na Vila Tanque. Na fotografia abaixo, o famoso “estádio da Vila”, durante uma partida

A fotografia abaixo é da década de 1960, e mostra a equipe do Vila Nova, no “Campo da Lenheira”, posando para uma fotografia, antes de uma partida. E acima, no barranco, em frente à Escola Eugênia Scharlé, a torcida já chegando para mais um jogo de bola, geralmente realizado nas tardes de domingos, e sempre com grande público. O vestiário para os jogadores – quando já não vinham já uniformizados de casa – era improvisado debaixo de alguma árvore próximo ao campo. Entre os jogadores, aparecem o goleiro Gordurinha, Manuel e Deco Balbino. Esteja à vontade para completar o time alvi-rubro da Vila Tanque

Esporte Clube Atletic!
O alvinegro da Vila fez história entre as décadas de 1960/70 e revelou vários craques para outros times, entre os quais Canhoto, Ailton, os irmãos Gilson “Bigode” e Adilson (Nôvo), Miltinho, Élcio e outros. Abaixo, uma das primeiras formações do Esporte Clube Atletic, nos anos 1960, comandado pelo saudoso “Zezinho”. Um time que fez histórias em João Monlevade e que se sagrou campeão invicto da 2ª Divisão pela Liga Monlevadense de Futebol no ano de 1965.
Na foto abaixo, pose antes da parida para entrega de faixas, onde aparecem os craques da época. Na formação, em pé, da esquerda para a direita: dois diretores, Afonso Ruão, Tiziu, Zé Maria, Paulo Santana, Boró, Gegê Munginga, Delano e Zezinho. Agachados: Correia, Heber Hosth (presidente), Mauro Rupiado, Deli, Cuia, Paulinho

Esta equipe da foto abaixo é da década de 1970 e mostra outro grande elenco do Atletic. Vamos lá ao escrete do alvi-negro da Vila Tanque, antes de uma partida realizada no saudoso “Campo da Lenheira”, que ficava ali na Rua 21, a famosa “Rua do Sapo”, escalando em pé, da esquerda para a direita: Zé Márcio, Zé Luiz, ?, Miltinho, Candoca, Marcos Alvarenga, Madeirnha, Dé, ?, Guilherme e Edilson (Presidente). Agachados, na mesma ordem: Gastão, Nilo, Lilico, ?, ?, Élcio, Milton, ? e Paulinho Gordurinha. Saudade!

1969: Outro time que brilhou pela 2ª Divisão foi o Atletic Futebol Clube, no bairro Vila Tanque. Depois subiu para a 1º Divisão. Aqui um timaço durante jogo no Campo da Lenheira, na Vila Na foto, em pe: Canhoto, Boró, Paulo Santana, Quilinho, Neca, Gordurinha e Zezinho (Supervisor). Zezinho Frutinha, Dely, Ailton, Ildeu Coxinha e Milton

Década de 70: Outra formação do Atletic da Vila, também no Campo da Lenheira. Na foto estão ?, Paulo Santana, Vavá, Miltinho, Paulinho Gordurinha e Madeirinha. Agachados, na mesma ordem: Curió, Ildeu Coxinha, Gilson, Milton e Nilo

Abaixo, o elenco defendendo as cores do Atletic e que se sagrou Campeão do “Torneio Início” promovido pela LMF, na abertura do Campeonato Monlevadense realizado em 1969. Na foto, em pé, da esquerda para a direita: Donde, José Inácio, Geralo Elias, Dé, Milton e Candoca, Dely e Paulinho Gordurinha. Agachados, na mesma ordem: Nilo, Deli, Paulinho Gordurinha, Marron e Toninho Linhares

Vila Nova Futebol Clube!
O ano era 1966 e o time do Vila Nova Esporte Clube, da Vila Tanque, tornava-se o Campeão do Torneio Início pela 2ª Divisão do Campeonato da LMF. Aqui a formação do time antes da realização da primeira partida, realizada no estádio do Jacuí. Um bom conjunto, onde aparecem em pé, da esquerda para a direita: Zé Soldado (Técnico), Bueno, Garrafinha, José Broa, Fihinho, Manoel e Darci. Agachados, na mesma ordem: Sílvio, Aldair, Edílson, Carlos e Lôro

Mais uma fotografia da equipe do Vila Nova, patrimônio do “Zé Soldado”. Esta fotografia é referente ao Torneio Iníco realizado no ano de 1964, ficando o Vila na terceira colocação. Vamos ao time: Em pé, da esquerda para a direita: Geraldo I, João de Deus, Geraldinho, Cosme, Manoel e Darci. Agachados, na mesma ordem: Didi, Zoca, Otacílio, Geraldo III e Silvinho

Abaixo, uma das últimas formações do alvi-rubro da Vila, n ano de 1973. Identificamos alguns jogadores da época, entre eles, em pé, o goleiro, o famoso Zé Arcanjo, Bolô, Zuza, Bernardão,Marcelo Dias, Miltão e o diretor Pilar. Agachados: Zé Soldado, Zé Pio, Leo e Guilherme

Atletic e Vila Nova: o grande clássico da Vila Tanque!
Pose de jogadores do Vila Nova e do Atletic, no Campo da Lenheira, no início da década de 1970, antes do jogo que era considerado um dos maiores clássicos da Vila Tanque. Para ficar na história!
Em pé, os jogadores do Vila Nova; enquanto os do Atletic estão agachados. Em pé, da esquerda para a direita: o goleiro Garrafinha,Pecinha, Bené “Beiçola”, ? e Bueno. Agachados, na mesma ordem: Zé Júlio, Edinho Silvério, ? e Alair

Asa Branca forma o 1º da empresa!
Eis um time que ficou na história do esporte monlevadense. Com as cores verde e branco, foi formada por uma das primeiras empresas de transporte coletivo de Monlevade a equipe de futebol do Asa Branca. Entre as décadas de 1950/60, o alvi-verde fez história, principalmente pela segunda divisão da Liga Monlevadense de Futebol.
Aqui, o time formado nos anos 50, onde aparecem em pé, da esquerda para a direita: Lulu, Titá, Major, Pedro Alcântara, Dicão, Lourinho, Nael e Nenen Caneta (técnico). Assentados, na mesma ordem: João Bosco, Zé Tintureiro, Louro, Expedito, Joaquim Precata e Gerson

Surgem os clubes de futebol na região de Carneirinhos!
O Aliados Futebol Clube foi o 1º time de futebol a surgir em Carneirinhos. Infelizmente, não temos um histórico sobre esta equipe, mas nasceu no início dos anos 1960, época em que a região ainda estava engatinhando economicamente.
Na foto abaixo, uma das primeiras formações do Aliados, e não conseguimos identificar os jogadores.

O time do Aliados teve outras formações, como esta abaixo, onde aparecem, entre outros jogadore, Bodão e Cacá

Flamengo Futebol Clube!
Outro Clube que marcou época e um dos primeiros a surgir em Carneirinhos foi o Flamengo Futebol Clube, fundado pelo saudoso Astolfo Linhares. E foi uma das primeiras equipes a ter o seu próprio estádio, o saudoso “Campo do Flamengo”, na Rua Armando Batista, no Bairro Rosário, que depois se tornou o local de eventos artísticos em João Monlevade. Hoje está instalada a Arena Esportiva. A equipe era formada por jogadores basicamente residentes no antigo Carneirinhos – muito antes de o bairro se tornar o centro comercial da cidade -, o time do Flamengo foi um dos destaques da 2ª Divisão dos campeonatos regionais, e lá iam seus atletas de Jardineira ou na carroceria de um caminhão.
Esta foto é de 1960, onde aparecem em pé: Bananada, Totó, Nascente, Deco, Dinho e Pedro. Agachados: Guido, Expedito, Nino Prandini, Joaquim Precata e João Júlio. O mascote era o Tuneca, irmão do Zé Branco

Outra fotografia do rubro-negro. Aqui, em jogo realizado nos anos 1950, o time pousou para uma fotografia antes de empatar em dois tentos a dois com uma seleção de futebol formados por times da Vila Tanque e onde atuavam excelentes jogadores, entre eles Paulo Silvério, Bené Ipojucan e Gegê. O campo onde ocorreu o jogo era localizado na entrada do antigo bairro Jacaré (hoje Rosário), exatamente onde está instalada a agência do Bradesco. Na foto, em pé, da esquerda para a direita: Bananada, Divino, Totó, Seu Astolfo Linhares, Dedão e Deco. Agachados, na mesma ordem: João Júlio, Nêgo, Zé Raimundo, Irineu e Nino Prandini

Clube de Regatas Botafogo!
Ainda nos anos 1960 nascia o Clube de Regatas Botafogo, que também tinha seu campo para a prática de jogos, na região do Bairro Boa Vista. Um dos seus fundadores e diretores era o famoso e saudoso “Careca” Torres, que morreu sem ver o seu sonho realizado, que era de conseguir assistir ao retorno do campo da equipe alvi-negra. Era apaixonado pelo clube e, depois de encerrar suas atividades, no início dos anos 2000, quando Carlos Moreira era o prefeito de João Monlevade, fez de tudo para conseguir ter o campo de volta para o retorno do time.
O ano era 1965 e o time do Botafogo. Aqui, uma das melhores formações do “Bota”, onde aparecem em pé, da esquerda para a direita: Didi do Forró, Zé do Muro, Nêgo Valter, Joel, Patrocínio, Sabará, Jésus e Waldemar “Pormêto” (técnico). Agachados, na mesma ordem: Nova Era, Luiz Carlos, Prêto, Tião, João Maia e Tiãozinho Mazani (Irmão)

Real Esporte Clube!
O Real Esporte Clube nasceu nos anos 1960 e foi uma das grandes equipes de João Monlevade. Aliás, o time com mais sucesso e títulos entre os que foram fundados em Carneirinhos. Conhecido como a “Equipe da Coroa”, deu muitas glórias à sua torcida. O Real tinha como o campo para seus treinos e jogos o local exatamente onde foi construído, anos depois, a sede da Associação Cristã de Moços – ACM, no Bairro Alvorada. E através da luta de voluntários, o Real despontou como um dos grandes times de Carneirinhos, quando o município respirava com o futebol apenas as equipe de “Monlevade”.
•Aqui uma das primeiras formações do Real, por volta de 1961, em fotografia feita antes de uma partida. Em pé, da esquerda para a direita: Quinzola, Tiãozinho, Paulo Silvério, Paulinho, Dinho, Nino Prandini e Élio. Agachados, na mesma ordem: Paulo (massagista), Leonardo, Dezinho, Pitôco, Raimundinho e João Júlio

O Real fez história pelos campos de futebol, sempre formando boas equipes. Um grande clube e formados por atletas, que ajudaram a construir o Clube. Na fotografia abaixo, um elenco de 1964, aparecendo em pé, da esquerda para a direita; Afonso Ruão, Paulo Silvério, Edílson Silvério, Nino Prandini, ? e Geraldinho. Agachados, na mesma ordem: Bené Beiçola, Louro, Magela, Dé e Edinho Silvério! Atuavam juntos neste time os irmãos Silvério

Esta equipe é do Real Esporte Clube dos anos 70, considerada a melhor formação que o Real já teve em todos os tempos. Em pé, da esquerda para a direita: Afonso Ruão, Agnaldo, Zé Chico, Ubiraci, Nino Prandini e Paulinho. Agachados, na mesma ordem: Dezinho, Ronildo, Magela, Santinho e Bené Beiçola

Uma das últimas formações do Real, na década de 1980, mas com um elenco de ótimos jogadores. A história do time da Coroa no futebol monlevadense. Em pé, da esquerda para a direita: Dely, Geraldo Edvard, Manoel, Jésus Cabeção, Dezinho e Paulinho. Agachados, na mesma ordem: Celso, Trajano, Paulinho, Santinho e Calzinho

Independente Esporte Clube!
Outro time fundado na cidade foi o Independente Futebol Clube. O ano era 1979 e foi a grande surpresa quando surgiu. A equipe do Independente, do Bairro Metalúrgico, sagrou-se campeã pelo Campeonato da Liga Monlevadense de Futebol naquele ano, cujo comandante maior era o Sr. Jacinto Dias da Silva. Um homem que dedicou muito de sua vida pelo esporte em nossa cidade, cuja herança ficou para seu antigo colega, Salvador Rodrigues.
Este time foi uma revelação no final da década de 1970, e aqui o elenco campeão daquele ano. Aparecem em pé, da esquerda para a direita: Carlinhos, Marcelo, Dino (grande goleiro que fedendeu durante anos as cores do Metalúrgico), Cearense, Tiuria e Brechol. Agachados, na mesma ordem: Mala, Marquinhos, Zezé, Santos e Armindinho

Na fotografia abaixo, quatro personagens que fizeram história no Real Esporte Clube, como grandes jogadores. Da esquerda para a direita: o saudoso Magela, Milton “Santinho”, Paulo Silvério e o saudoso Nino Prandini

Clubes da região do Médio Piracicaba que fizeram história e também ganharam títulos!
Os campeonatos da Liga Monlevadense de Futebol sempre tiveram a participação de equipes dos municípios da região do Médio Piracicaba e, até os anos 1980, fizeram história e conquistaram títulos. A hegemonia dos clubes de João Monlevade começou a sucumbir no início dos anos 1980 – quando a Belgo-Mineira já não investia mais no futebol local e os clubes das cidades vizinhas cresceram, com contratações pontuais de bons jogadores. Mas, já em 1973, o Clube Atlético Pratiano conquistou o 1º título de Campeão como visitante, mesmo dividindo-o com o Vigilante e o Metalúrgico, por questões jurídicas, e a LMF tomou tal decisão. Mas, a partir da década seguinte, a maioria dos títulos ficou com as equipes de outras cidades da região, divididas entre São Domingos do Prata, Bela Vista de Minas, Nova Era e São José do Goiabal, que se associou à Liga Monlevadense de Futebol no final dos anos 1980. Nesta época, os times de Rio Piracicaba já haviam se desligado da LMF e participavam do Campeonato Regional promovido pela Liga de Futebol de Ponte Nova.
As equipes mais populares eram do Clube Atlético Prateano e Nacional Esporte Clube (São Domingos do Prata), Piracicaba Futebol Clube e Independente Futebol Clube (Rio Piracicaba), Comercial e Veminas (Nova Era), e Ávila, União e Atlético Clube (Bela Vista de Minas).
Fundado em setembro de 1934 pelo saudoso Geraldo Rosa de Lima, que ocupava várias funções no clube, entre elas de roupeiro, massagista, técnico e diretor, o Clube Atlético Pratiano, nas core alvi-negra, fez grande história na vizinha cidade e em toda região. A fundação se deu – de acordo com relatos no Livro recentemente lançado “Clube Atlético pratiano: Futebol e Memória” -, após a dissolvição do Prateano Foot-ball Clube, em 1929. Este clube havia sido fundado em 1914. Portranto, a história deste grande clube começou bem cedo.
A vizinha cidade de São Domingos do Prata sempre teve tradição no futebol e contava com duas equipes que tinham grande rivalidade na cidade, principalmente durante os campeonatos promovidos pela Liga Monlevadense de Futebol. O Clube Atlético Prateano e o Nacional Esporte Clube, nas cores alvi-negra e alvi-verde, respectivamente.
Clube Atlético Pratiano!
Fundado em setembro de 1934 pelo saudoso Geraldo Rosa de Lima, que ocupava várias funções no clube – entre elas de roupeiro, massagista, técnico e diretor -, o Clube Atlético Pratiano, nas core alvi-negra, fez grande história na vizinha cidade e em toda região. A fundação se deu – de acordo com relatos no Livro recentemente lançado “Clube Atlético pratiano: Futebol e Memória” -, após a dissolvição do Prateano Foot-ball Clube, em 1929. Este clube havia sido fundado em 1914. Logo após a sua fundação deu início à construção de seu campo, e até o ano 1980 seus jogos eram realizados no famoso “Lava´Pés”, que ficou marcado como uma casa dífícil de o Atlético praiano ser batido. Desde então, foi construído o novo estádio, localizado no distrito chamado Piedade, que hoje é o campo do CAP.
O Clube Atl´tico pratiano foi o time de fora que mais títulos conquistou pela Liga Monlevadense de Futebol, quebrando hegemonia dos clubes monlevadenses. O primeiro deles, em 1973, e naquele ano a LMF deu o título a três equipes, devido a problemas jurídicos. Além do Atlético Pratiano, foram considerados campeões o Vigilante Esporte Clube e o Clube Atlético Metalúrgico. Ainda conquistou título em 1977, contra o Vigilante; em 1980, enfrentando o Metalúrgico na final; o bi-campeonato em 1982/83, tendo na final do União de Bela Vista e o Vigilante (já denominado Olímpico), respectivamente. Novamente sagrou-se campeão em 1986, enfrentando seu maior rival e conterrâneo, o Nacional; e em 1989, quando venceu novamente o União de Bela Vista na final.
Toda a história do Clube Atlético Pratiano está hoje no Livro lançado este ano, de mais de 200 páginas, intitulado “Clube Atlético Pratiano: Futebol e Memória”, com fotografias do time em várias épocas – desde a sua fundação -, fatos, os títulos conquistados e muito mais. Um trabalho fantástico e de alta qualidade gráfica!
O timaço do CAP – Clube Atlético Prateano -, que conquistou alguns títulos pela LMF a partir da década de 1970, mesmo enfrentando equipes fortes como o Metalúrgico e Vigilante (depois Olímpico). Na fotografia abaixo, a equipe formada no ano de 1977, que conquistou o título pela LMF, vencendo o grande time do Vigilante no segundo jogo da final, por dois a zero, com gols de João Eustáquio e Vinícius. Na foto, em pé, da esquerda para a direita: o Massagista, Lalo, Chico “Preto”, Ném, Fu, Élcio e Serginho. Agachados, na mesma ordem: Orelha, Chondinha, Vinícius, João Eustáquio e Helvécio.

Aqui, o grande elenco que consquitou o Bi-Campeonato em 1982/83, vencendo nas finais o União de Bela Vista e o Olímpico, durante entrega das faixas. Craques como Betinho, Orelha, Fu, Fernando, Helvécio, Vinícius, Lalo e outros fizeram a história deste grande Clube. Ainda na foto, o ex-prefeito de São Domingos do prata, saudoso João Bráz martins Perdigão

Nacional Esporte Clube!
Outro time pratiano que tem história é o Nacional Esporte Clube, fundado em novembro de 1957. Uma curiosidade, no entanto. O Clube foi fundado com o nome de “Estrela Vermelha Futebol Clube”, que tinha como presidente o Sr. Santos Bonfá. Dali. Em razão do governo militar ter assumido o poder, após a Revolução de 64, o nome foi mudado em razão do nome e da cor vermelha no uniforme, e passou a se chamar Nacional, Esporte Clube, e mudou a cor do uniforme para o alvi-verde, bem nacionalista. O seu 1º presidente o Sr. José de Castro Perdigão, e como técnico o senhor Santos Bonfá. Em seus primeiros anos de fundação, como não havia um campo próprio alugava e levavam seus jogos para o campo do Rival Atlético pratiano, no “Lava-Pés”. O campo foi construído anos depois e levou o nome de um de seus fundadores, que havia falecido, como Estádio Raimundo Evaristo, e muito bem cuidado e um gramado impecável.
O Nacional teve grande participação nos campeonatos promovidos pela Liga Monlevadense de Futebol, com cinco títulos. O primeiro deles ocorreu em 1984, enfrentando na final o Atlético de Bela Vista. Voltou a ser campeão em 1987, fazendo a final contra o Real esporte Clube. Pelo Campeonato Municipal de São Domingos do Prata, em 1988, o Nacional derrotou seu maior rival, o Clube Atlético Pratiano. Depois de 0 a 0 no tempo normal, o alvi-verde venceu nos pênaltis. E naquele mesmo ano, os campeões de cada cidade disputaram a Taça dos Campeões, e o Nacional também sagrou-e campeão ao vencer o Clube Atlético Metalúrgico, nos pênaltis, por 4 a 3, depois de empate no tempo normal e na prorrogação. Já em 1991, enfrentando na final o União de Bela Vista, foi campeão pela LMF, também na decisão por disputa de penalidades por 5 a 4, em jogo disputado no estádio Louis Ensch. Pela Liga de Futebol de Rio Piracicaba, sagrou-se campeão em 1998, fazendo 3 a 1 na final contra o time do Nova Brasília. Paralelamente foi campeão pela Liga Monlevadense de Futebol também em 1998, e o último título LMF se deu em 2005.
Abaixo, uma das formações da equipe do Nacional Esporte Clube, de São Domingos do Prata, maior rival do Clube Atlético Pratiano. Esta foto é do elenco de 1986, em seu estádio, antes de uma partida. Em pé, da esquerda para a direita: Mário (Técnico), Gilmar, Paulo, Jacaré, Cascalho, Tião, Paulinho, Antônio Lúcio e Fu. Agachados, na mesma ordem: Zezé, Betinho, Vinícius, Carlos Augusto, reinaldo, Zé Márcio e Taquinho

Associação Ávila de Futebol!
Outra equipe que fez história nos campeonatos promovidos pela Liga Monlevadense de futebol foi a Associação Ávila de Futebol. O Clube, fundados no início dos anos 1980, foi criado dentro de um ambiente bem familiar, pela tradicional família dos Ávila, de Bela Vista de Minas! Uma reunião entre familiares e agregados, nasceu o clube nas cores anil-rubro, ou seja, azul e vermelho. A grande maioria dos jogadores integrava os Ávila, e eram comandada por Wellington Augusto e celso Mol. E, poucos anos depois sagrou-se o 1º time de futebol belavistense a conquistar o título de Campeão Regional pela Liga Monlevadense de Futebol.
No Campeonato de 1984, a disputa se estendeu até o ano seguinte, em razão de casos jurídicos pendente. E a final se deu entre a Associação Ávila e o Nacional do prata, no primeiro semestre de 1985, e uma decisão bem catimbada. Até aquele ano, o mando de campo dos times de Bela Vista eram no Bairro Santa Cruz, no campo do Vigilante ou do Industrial. No entanto, após lutarem pelos seus direitos, o mando de campo dos clubes de Bela Vista passou a ser na própria cidade, que disputavam seus jogos no estádio que ficava no antigo Parque de Exposições, onde foi construído o Ginásio Poliesportivo. Naquela final, o 1º jogo se deu no Estádio Raimundo Evaristo, no Prata, e a equipe do Nacional aproveitou o mando de campo e venceu por 1 a 0. Até aquele ano, o mando de campo dos times de Bela Vista eram no Bairro Santa Cruz, No 2º jogo, realizado no estádio do Ávila, 2 a 0 para o time belevistense, com gols de Marcondes e Paulinho. Haveria então prorrogação, mas por falta de iluminação no campo, o árbitro da partida, Percílio, junto ao presidente da LMF, Afonso Ruão, decidiram que a prorrogação seria realizada no domingo seguinte, no mesmo local. Nos 30 minutos de jogo, nenhum dos times conseguiu abrir o placar, e o empate de 0 a 0 obrigou a decisão ir para a disputa de pênaltis. Os jogadores do Ávila converteram todas as penalidades e o placar foi de 5 a 4 para o time de Bela Vista, deixando sua história!
Na fotografia abaixo, o time do Ávila, que sagrou-se Campeão pelo Campeonato da LMF. Vamos à formação dop elenco! Em pé, da esquerda para a direita: Caim, Ronaldo, Gê, Paulinho, Silvano, Miltão e Pedro Bragança (Diretor). Agachados, na mesma ordem: Zanata, Joãozinho Delegado, Tãozinho, Marcondes, Chinesinho e Petrônio.
Nessa foto não aparecem os craques Ide, Aloísio, Wellington, Zezé Perereca e Damião, que também participaram da campanha vitoriosa. Celso Mol era o técnico, auxiliado por Paulinho Bragança.

Piracicaba Futebol Clube!
Equipe do Piracicaba Futebol Cluve nos anos 1960, que também participava dos campeonatos promovidos pela Liga Monlevadense de Futebol.

Na foto abaixo, outra fotografia da equipe do Piracicaba, antes de uma partida, no seu campo da Prainha, pelo campeonato da LMF, nos anos 1980

*Fonte de Pesquisa:
Jornal “Morro do Geo”
Idealização: Marcelo Melo
Colaboração: Francisco de P. Santos, Maurício Reis e Geraldo Guerra!































