Adhemar Soares de Oliveira: Uma vida dedicada à família e à Belgo-Mineira!

Adhemar Soares de Oliveira, patrono da Biblioteca da Funcec, nasceu em abril de 1911, na Fazenda da Contenda, em Moeda, Minas Gerais, vivendo, até os nove anos de idade a dura realidade da vida na roça, onde aprendeu a plantar e a colher. Iniciou seus estudos em Lagoa Santa, para onde se transferira para se restabelecer da gripe espanhola que o apanhara, vindo a concluir o ginásio e o científico na capital mineira.

Aos 14 anos iniciou sua trajetória profissional, como funcionário do Telégrafo Nacional. São dessa época as relações, de que muito se orgulharia no futuro, com pessoas que se tornariam celebridades nacionais como Juscelino Kubitschek, Odilon Bherens e José Maria Alkimin.

Em 1938, foi admitido como funcionário da Belgo Mineira, como auxiliar de escritório no Setor de Mineração. Foi também nesse ano que constituiu família casando-se com Elza Cruz Soares, com quem teve sete filhos: Venício, Maria da Conceição, Adhemar, Murilo, Elmar, Wilfredo e Gláucia. Na Belgo Mineira construiu uma bela carreira profissional, atingindo cargos de chefia após muitos anos de dedicação e profissionalismo.

Chefiou a secção de cargos e salários e coordenou também todas as ações da área social da Empresa, passando por suas mãos questões relativas à manutenção das casas dos operários como água, luz, ampliação, reforma e, por conseqüência, pequenos conflitos familiares que, à falta de autoridade constituída, acabava por resolver. Aposentou-se em 1973, após 35 anos de serviço.

A par de tão brilhante carreira, participou na constituição de entidades sociais e recreativas, nelas contribuindo com trabalho de natureza relevante: sócio fundador do Social Clube (1945), conselheiro fundador da Funcec (1972), cotista fundador da Rádio Cultura de Monlevade (1959), membro do Conselho curador da Fundação Casa de Cultura (1982), membro do Lions Clube, do Vigilante (Esporte Clube Olímpico), do Industrial Esporte Clube, entre outros.

Na Funcec, sua trajetória começou em 1972, quando figurou entre os membros do primeiro Conselho Curador. Na primeira crise institucional da então “Fundação”, teve papel preponderante: foi a partir de um questionamento sério e responsável conduzido por ele e Dr. Luís Carlos Andrade que os fatos se deslancharam para confluir na renúncia do presidente, Padre Henriques. Posteriormente, em outra crise gerada pela renúncia de outro presidente, Engenheiro Celso Piramo, assumiu, na qualidade de Diretor Executivo, o frágil barquinho em que se transformou a “Fundação”, criando condições para que ela se aprumasse a partir de 1977, com os novos diretores.

Conselheiro na gestão Padre Henriques, Diretor Executivo na gestão do Presidente Celso Píramo, permaneceu conselheiro nos mandatos subseqüentes. No tempo em que esteve na ativa, foi o responsável pela elaboração, transcrição e registro das atas do Conselho Curador, tarefa que desempenhava com extremo rigor e fidelidade, a ponto de os conselheiros dizerem, por brincadeira, que “ele registrava até as tossidas e bocejos dos participantes”.

•Adhemar Soares de Oliveira faleceu em 31 de agosto de 1995.

*Pesquisa e texto do professor, historiador e escritor Geraldo Eustáquio Ferreira (Dadinho)!

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