Histórias que só o “Morro do Geo” contou! Marcelo Melo

Na foto acima, o então presidente Getúlio Vargas veio a João Monlevade para lançamento da pedra fundamental da Belgo-Mineira, em agosto de 1935

Voltemos a relatar os fatos e as fotos que circularam no primeiro ano do Morro do Geo. Vamos ao tempo, precisamente em julho de 2001, edição nº 11, quando mostrávamos como “Personagem do Morro” o ex-prefeito de Rio Piracicaba e também um batalhador pela emancipação de João Monlevade, Jésus Drumond. A política estava no sangue e sua paixão corria por Leonel Brizola. Petebista por convicção e dos antigos. Na foto de capa, uma vista do Colégio de Tábua e em primeiro plano o famoso “Buracão”, lugar que assim era chamado antes da construção do Grêmio Esportivo Monlevadense. O entrevistado daquela edição era o senhor João Antônio, o primeiro morador da Rua Tapajós. Naquela época, aos 95 anos e de uma lucidez impressionante. Sr. João Antônio completou 100 anos em março deste ano e continua com a mesma vontade de viver e a mesma lucidez. Foi ele um dos fundadores do famoso Clube União Operário.

Na edição de nº 12, a foto de capa era a Rua Beira-Rio, tirada na década de 50 e quando ainda não havia as mangueiras beirando o rio Piracicaba. Rua Beira Rio e seu terminal Rodoviário. Dali saiam os ônibus para as cidades vizinhas e nos domingos à tarde era o point da rapaziada. O entrevistado daquela edição foi o senhor Eduardo Dias, filho do primeiro vice-prefeito eleito em Monlevade, após a emancipação, em 1965, Josué Henrique Dias, que mais tarde tomou posse como chefe do Executivo depois que o prefeito Wilson Alvarenga era empossado como deputado estadual. Seu Eduardo é um dos mais antigos moradores do Centro Industrial. Conforme ele mesmo relatou em sua entrevista, veio a Monlevade visitar a mãe doente para ficar apenas dois dias, em outubro de 1943, aos 14 anos de idade, e daqui nunca mais saiu. Uma foto também que deixaria marca naquela edição foi do time de veteranos do Grêmio, feita na década de 70, cujo time era formado por Efigênio, Gegê, Chico Xavier, Paulinho, Laurindo, Josafá, Dr. Otávio, Alberto Paes, Amador e Raimundinho. Quanta saudade!

Na edição de nº 13, na primeira página, como “Personagem do Morro”, o metalúrgico, advogado e grande atirador Dário Lage, falecido recentemente. Na foto principal uma concentração de metalúrgicos próxima à praça do Cinema. O desportista Jésus Godelo, ao lado de Lauro Santa Bárbara, era o entrevistado da edição, quando contou sua vida dedicada ao Grêmio e ao futebol de salão. Da década de 50, a fotografia da Corporação Monlevade, apelidada de “FFuriosa”. À frente da banda, o velho e saudoso Sr. Camilo e o maestro Caldeira.

Edição 14 e o “Personagem do Morro”, também muito merecido, o desportista Paulo Silvério. Um dos grandes jogadores de futebol que passou pela região e que também defendeu o Siderúrgica, de Sabará, tornando-se profissional. Na foto de capa, o féretro daquele que foi o responsável pela alavancada da Belgo-Mineira, Usina de Monlevade. Morria o Dr. Louis Ensch, em setembro de 1953, durante viagem à Bélgica. Seu último desejo foi atendido: ser enterrado em João Monlevade, vindo seu corpo de navio. Uma multidão se despediu do presidente da Belgo. Uma outra foto mostrava um coquetel entre diretores da Usina, aparecendo as suas respectivas esposas. Walter Lima era o entrevistado da edição e falava de sua trajetória até se formar em engenharia e se tornar o eterno diretor do DAE.

Setembro de 2001 e chegava às bancas a edição de nº 15 do Morro do Geo. A foto principal da capa mostrava uma visita do então presidente da República, Getúlio Vargas, a João Monlevade. Era agosto de 1935 e Getúlio teria vindo ao distrito de Rio Piracicaba para fazer o lançamento da pedra fundamental para instalação da Usina da Belgo-Mineira. O entrevistado daquela edição foi o senhor Sebastião Correia Lima, um dos primeiros comerciantes de Carneirinhos. Era proprietário do Bar São Geraldo, que foi instalado ali na avenida Getúlio Vargas, em 1959, quando o bairro ainda só respirava lama e poeira. Outra foto interessante mostrava um conjunto de músicos monlevadenses que animava um baile no Ideal Clube. Apareciam Antônio Honório, Nova Lima, Juju, Benites e Antônio Silva, entre outros.

Abaixo, as casas da rua Beira-Rio, no Centro Industrial, logo após a construção, ocorrida no final dos anos 1940. Aqui funcionou a primeira Rodoviária

Estas histórias somente são contadas pelo nosso jornal, o “Morro do Geo”, fundado em fevereiro de 2001, e que chega hoje à sua edição de nº 190.

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