O Cine Monlevade: apenas um retrato na parede!

Década de 1950 e a Belgo-Mineira construía um dos mais belos cinemas de Minas Gerais. Erguido ali na praça Ayres Quaresma e fazendo parte da arquitetura neoclássica de influência europeia, estava vizinho a bares, barbearias, clubes, farmácias, escolas e de uma emissora de rádio. Com seus quase mil lugares e uma acústica perfeita, o denominado Cine Monlevade fez parte da nossa história. Filmes e espetáculos musicais e teatrais. História dos primeiros encontros, primeiras carícias de mãos, primeiros beijos. Era comum um aluno ou aluna macular aula no Colégio Estadual de João Monlevade para pegar uma sessão de cinema, assim como o início dos namoros.

A pipoca, o refrigerante, a bala. Longas filas se formavam nas sessões de domingos, e a primeira matinê era às 10 horas. Depois, outra sessão às duas da tarde, seis e meia e oito e meia da noite. Durante os dias de semana, as sessões noturnas, e no horário de recreio do Estadual, a vontade dos estudantes de pegar a última sessão era inevitável.

Assim foi construída a linda história do saudoso Cine Monlevade, que durou por mais de três décadas, sendo demolido junto com a arquitetura da Praça Ayres Quaresma, no ano de 1988. Nos primeiros anos sob a administração do Sr. Macêdo e mais tarde com o Sr. Nerval, como era mais conhecido. E deixou abertas tantas lembranças, tantos casos, cumplicidades e segredos, que a praça Ayres Quaresma sempre foi conhecida como “Praça do Cinema. Nem carece mais detalhes. Mas o Cine é apenas um retrato na parede, como diria Drumond, ou na tela de um computador, como na fotografia acima, e abaixo, a portaria principal do Cinema. Haja Saudade! de quem viveu aquela época!

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