Dr. Louis Jacques Ensch (II Parte): Perseverança na construção de uma indústria e uma cidade

Na foto acima, Vista parcial da Cidade Antiga, aparecendo a Tieté, Tapajós e Paraúna

Obras de um idealizador: Preocupação com o crescimento da Usina e com o bem-estar de seus operários

Em novembro de 1952 transcorria o 25º aniversário da administração do Dr. Louis Ensch, diretor geral da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira.

A Belgo-Mineira lançou então o livro relatando os feitos do engenheiro luxemburguês, através dos avanços  pelo crescimento da empresa quanto na área social, demonstrando sua preocupação com a comunidade e oferecendo aos operários e suas famílias uma vida digna.

Dr. Louis Jaques Ensch não foi por acaso adorado pelos operários das usinas de Sabará e Monlevade. A sua preocupação não era apenas com o crescimento e o faturamento com a indústria, mas também pelo bem-estar de seus trabalhadores, responsáveis pelo crescimento da Belgo-Mineira.

Ele deixou o Velho Continente para plantar aqui, em solo mineiro, sua obra, que o tornaria imortal, eternizado.

Uma história contada antes e depois de Louis Ensch

Rolo de Fio-Máquina

A mão-de-obra da Usina de Monlevade tornou-se referência nacional

25 Anos do Dr. Louis Ensch à frente do comando da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira

Capa do livro, lançado em 1953 pela Belgo-Mineira, que conta a trajetória do Dr. Louis Ensch em Sabará e João Monlevade, e seus feitos, quando completava seu 25º ano como diretor-geral do grupo

Abaixo, algumas fotografias e artigos tirados do Livro!

Nasceu a Escola Profissional de Monlevade, onde muitos jovens se formaram e ocuparam posições destacadas na Companhia e em outras organizações

Alunos durante as aulas práticas no Senai, que ainda é uma referência, fazendo parte da história e cultura de nossa cidade

As obras deixadas pelo Dr. Louis Ensch

Em 15 de novembro de 1952 foi lançada a pedra fundamental do estádio que levaria o seu nome, ao lado da esposa, do diretor Paulo Gonzaga e do Cônego Higino de Freitas

O estádio Louis Ensch foi construído numa área de 27 mil metros quadrados, com capacidade para 12 mil espectadores. O conjunto da praça de Esportes foi planejado para contar com uma piscina olímpica, campo de futebol, quadra de vôlei, basquete e futebol de salão, pista de atletismo, play-ground com piscina para crianças e um ginásio coberto. E ainda teria uma sede com salão de festas, biblioteca e salas de reunião. Foi ainda projetada uma grande área para estacionamento.

Com a morte do Dr. Louis Ensch, meses depois, o projeto ficou pela metade.

Vila dos Engenheiros, construída na década de 40

Vista das casas da Rua Siderúrgica sendo cosntruídas e ao fundo o prédio da Caatanga

Bairro Areia Preta, que integrou a Vila Operária

Vista parcial da famosa e saudosa Cidade Alta

O Bairro Vila Tanque, em foto aérea, que também integrou o Complexo da Vila Operária e foi construídos na década de 1940

Foi construída a praça Ayres Quaresma (praça do Cinema), onde funcionaram o Ideal Clube e o União Operário

No período que o Dr. Louis Ensch este à frente da direção da Usina, foram fundados três clubes: O 1º foi o Social (foto abaixo), em 1943, depois o ideal e mais tarde o União Operário

Educação e excelência na qualidade de ensino: Tudo teve início do Louis Ensch

Ensino de qualidade em Monlevade sempre foi referência e a educação aqui praticada desde os tempos em que as escolas eram patrocinadas pela Belgo-Mineira deixou raízes, graças à tenacidade do engenheiro luxemburguês.

Texto-legenda original extraído do livro lançado em 1953, onde aparece ao lado o alojamento das professoras, todo patrocinado pela Belgo-Mineira

Texto original extraído do livro

Ensino de qualidade em Monlevade sempre foi referência e a educação aqui praticada desde os tempos em que as escolas eram patrocinadas pela Belgo-Mineira deixou raízes, graças à tenacidade do engenheiro luxemburguês

Na foto abaixo, alunas em sala de aula e na Biblioteca

Instalação do Lactário

Leite e mingau são distribuídos gratuitamente aos filhos dos operários da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira. Projeto foi implantado pelo diretor das usinas de Sabará e João Monlevade, Louis Ensch.

Abaixo, a fila bem organizada entre crianças e adultos, durante a entrega dos litros de leite

Acima, Texto-legenda original extraído do livro lançado em 1953, onde aparece ao lado o alojamento das professoras, todo patrocinado pela Belgo-Mineira

Construção da Igreja Matriz São José Operário

Antes da construção a Matriz São José Operário, as celebração das missas eram feitas anteriormente no pátio em frente ao Solar Fazenda Monlevade, como mostra esta fotografia abaixo, de 1946

No dia 25 de setembro de 1948, sendo Pio XII o Pontífice máximo da Igreja e Dom Helvécio Gomes de Oliveira o Arcebispo Metropolitano de Mariana, foi solenemente instalada a Paróquia de São José de Monlevade, exatamente três meses antes da promulgação da Lei Estadual nº 336, de 27 de dezembro de 1948, que criou o Distrito de João Monlevade.

O povoado estava em festa. Era o último dia de um Tríduo Regional, programado pelo Capelão-Cura, Pe. Dr. José Higino de Freitas, em preparação ao V Congresso Eucarístico Nacional, prestigiado pela presença do Arcebispo Dom Helvécio Gomes de Oliveira. Naquele dia, terminada a Conferência, o Pe. Dr. José Alves Trindade, Secretário Geral do Arcebispado de Mariana, procedeu, do púlpito, à leitura do documento de ereção canônica da nova Paróquia.  Nos termos do decreto, datado de 24 de setembro, o território da nova paróquia compreendia o núcleo populacional de João Monlevade, incluindo a chamada Vila Tanque e Baú, e os povoados de Carneirinhos e Jacuí de Cima (atual Cruzeiro Celeste). No mesmo dia, o Arcebispo anuncia e proclama o nome do primeiro Pároco: Pe. Dr. José Higino de Freitas.

O sonho de se construir o Hospital se torna realidade

O Hospital Margarida, última obra deixa pelo Dr. Louis Jacques Ensch em vida, foi entregue à comunidade em 16 de novembro de 1952, levando o nome de sua mãe.

Inauguração do Hospital Margarida com a presença do então governador de Minas Gerais, JK. Ainda na foto Louis Ensch (de terno branco), Dr. Darcy Figueiredo (diretor do HM) e outros médicos e autoridades

Vista parcial das instalações do Hospital Santa Margarida, totalmente modernas para a época – Referência no Estado

O Hospital Margarida foi construído com 150 leitos e um equipamento moderno e instalações adequadas fez com que se tornasse modelo de assistência especializada. Com centro cirúrgico, salas de ortopedia, oftalmologia laboratórios de patologia, gabinetes de radiologia e eletricidade médica.

A população de Monlevade é assistida por 7 médicos – nas diversas especialidades – , 3 dentistas, 3 parteiras diplomadas, 11 enfermeiros e numerosos auxiliares de enfermagem.

*Biografia de Louis Jaques Ensch: Vida, obra e morte

Pesquisa: Jornal “Morro do Geo”

Livro editado pela Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira, comemorativo pelo 25º aniversário de Louis Ensch à frente da direção do grupo

Professor Eustáquio Ferreira de Souza (Dadinho)

Livro editado pela Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira, comemorativo ao 25º aniversário de Louis Ensch à frente da direção do Grupo, que nos foi doado pela saudosa Luzia de Oliveira (“Luzia do Cartório”).

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