Paulo Moreira: grande educador que deixou sua obra em João Monlevade! – Por Marcelo Melo

Na foto acima, Sr. Paulo Moreira, quando presidia a Câmara Municipal de Rio Piracicaba, e João Monlevade ainda era distrito, durante encontro com o então governador de Minas Gerais, JK

Vou falar por mim. Vou falar pela história. Vou pecar pela omissão. Vou chorar pela dor, mas irei sorrir pela boa saudade de um homem que fez tanta parte de minha infância.

Recentemente fizemos uma homenagem a ele e à sua esposa, Dono Nini, aqui no “Morro do Geo”. Mas foi muito pouco diante da obra deste homem. Paulo Moreira dos Santos, natural do município de Rio Doce, onde nasceu em 22 de dezembro de 1924. Veio para Monlevade ainda cedo e se ingressou na Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira. Profissional por excelência e de personalidade firme, estudou e acabou sendo professor, vice-diretor e diretor da Escola Profissionalizante do Senai, substituindo ao professor João de Oliveira Freitas. Naquela época, nos anos 1970/80, atuava como seu vice-diretor o Padre Hildebrando de Freitas, um grande amigo. Seu Paulo Moreira, além de sua atuação profissional respeitada, tinha uma vida social e comunitária ativa, trabalhando sempre de forma voluntária e foi um dos responsáveis pela construção da Igreja do Bairro Vila Tanque, onde morou a maior parte de sua vida. Ali na Contorno, da casa de frente com o saudoso Seu Raimundo e ao lado de Seu Armando e mais tarde de Seu Ildeu Caldeira e Dona Irene. Também elegeu-se vereador pela Câmara Municipal de Rio Piracicaba, quando João Monlevade ainda era distrito, chegando a ocupar a cadeira de Presidente do Legislativo Municipal.

Jantar entre professores do Senai, onde aparecem ao centro o vice-diretor da escola, Paulo Moreira, ao lado da companheira

Pois é, mas grande parte de minha adolescência, infância e até mesmo em minha idade adulta, a residência do Sr. Paulo Moreira e de Dona Nini sempre foram a extensão de minha casa. Afinal, nossos pais eram grandes amigos e, em especial, Dona Nini e minha saudosa mãe, Dona Geralda. Igreja, Clube de Mães, as festas religiosas; sempre as duas estavam juntas, à frente na coordenação. E ali a minha amizade com seus filhos, do saudoso Eráqulio à caçula Tininha. Passando por Pizé, Lilo, Cássia, Benildes, Isabel, Márcia e Marta. Vinha da 25 e era parada obrigatória a Contorno, entre as casa de Seu Armando (antes de se mudar para lá o Seu Ildeu Caldeira) e de Seu João, esposo de Dona Maria Antônia, também saudosos. E agora tudo se transforma em um retrato na parede e, plagiando Drumond, como dói…

      Mas muito valeu aqui a sua trajetória e exemplos deixados em vida. E a sua obra o torna imortal, Seu Paulo Moreira. Ficaram  muitas lembranças, como do seu maço de Hollywood, do seu Jipe que diariamente o levava para o sítio, em Nova Brasília. De seu semblante sempre sorrisos e de fala mansa. Dos seus conselhos e da confiança que tinha nos jovens. Dos almoços que filei em sua casa, ou nos cafés das manhãs, onde ali estava o senhor, alto astral, contando histórias e causos. Sempre acompanhado pela Dona Nini, esta pedra preciosa, ímpar. Esta mulher maravilhosa. Para mim, sinceramente, sempre foram referência em casal “quase” perfeito. Porque perfeito é Deus. Mas vocês dois chegavam bem próximos. Juro que nunca me esqueci de Dona Nini e Seu Paulo Moreira.

O casal Paulo Moreira e Dono Nini: grandes personagens

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