Título de Operário Padrão da Belgo era muito disputado!

Na foto acima, o momento em que o operário padrão de 1973, Jarbas Vítor Couto, passava o troféu ao vencedor de 1974, Sebastião Gomes de Melo

Passados mais de 40 anos, os monlevadenses mais novos podem não ter a ideia do que era a disputa pelo título de “Operário Padrão” da Belgo-Mineira nos anos 1970. O título era muito cobiçado e anualmente entravam na disputa até 20 candidatos, cujos nomes passavam por uma seleção e uma comissão formada por operários da própria Usina escolhia o vencedor.

Para se ter uma ideia da proporção que atingia o concurso, foi publicada uma matéria de capa publicada no jornal “Atualidades” (periódico semanal que circulava em João Monlevade entre os anos 1960/70), datado de 17 a 23/6 de 1974, falando da eleição do Operário Padrão daquele ano.
Uma matéria mais extensa foi publicada à página 2 daquela edição, intitulada “Eleito o operário padrão de 1974: Sebastião Gomes de Melo”. Naquela oportunidade, concorreram 17 candidatos e o organizador do concurso, Antônio Gabriel de Araújo, do Departamento de Relações Industriais da Usina, chegou a afirmar que “a Comissão teve uma tarefa muito difícil, visto que todos os nomes indicados para concorrerem são pessoas dignas de nosso respeito e admiração. Com suor, lágrimas e perseverança, saíram do nada e hoje se encontram realizados profissionalmente. Ao lermos os currículos de cada candidato, sentimo-nos admirados as vermos as barreiras que transpuseram para atingir hoje o que realmente são: homens de bem, honrados e, mais que isso – Homens Padrão”.

Sebastião Gomes de Melo saiu vitorioso, obtendo 1.229 pontos. Geraldo Braga foi o segundo colocado, com 1.067 pontos; Clemides Martins Barros (Seu Nozinho) em terceiro lugar, com 1.042 pontos; José Xisto Ribeiro conseguiu a quarta colocação, com 1.025 pontos e em quinto lugar, empatados, com 1.016 pontos, Raimundo Nonato da Silva e Ildeu Jakson Eufêmio. O fato curioso foi com relação aos três primeiros classificados, já que todos residiam no bairro Vila Tanque. Ainda concorreram ao título de 1974 os seguintes operários: Raimundo dos Santos, Venício Elmar de Oliveira, José Cupertino da Silva, José Medeiros, José Gregório de Souza, Salvador Arthuzo, Sebastião Antônio de Ávila, Pedro Santana Chaves, José Cândido da Silva, José de Oliveira e Marcel Jules Debeche.

A solenidade foi realizada no Auditório “Cid Rebello Horta”, na Rádio Cultura. Na oportunidade, o então presidente do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos, João Paulo Pires de Vasconcelos, proferiu o discurso, tecendo elogios ao operário padrão eleito. Segundo João Paulo, “como os demais candidatos, começou muito cedo na vida laboral, filho dedicado, tornou-se homem exemplar, dígno, amante da verdade e da honestidade. Que soube dosar muito bem o tempo e suas atividades, achando ainda disponibilidade para as realizações cívicas e sociais”. Também discursaram o então gerente da Usina de Monlevade, Dr. Luís Carlos de Andrade, e o vice-prefeito Claudionor Batista de Oliveira.

*Sebastião Gomes de Melo era meu saudoso pai e muito nos honrou com este título. Naquele ano, foi o 2º colocado como “Operário Padrão de Minas Gerais”. Aproveito também para tecer minhas homenagens aos também saudosos Geraldo Braga e Clemides Martins Barros (Seu Nozinho), muito amigos de meu pai e que, juntos, tanto fizeram pela Comunidade da Vila Tanque, e suas obras o imortalizaram.

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