Uma Viagem pelo Centro Industrial! Texto e Fotos: Marcelo Melo!

Na fotografia acima, o Trem de Passageiros da Vale, que faz o trajeto entre Belo Horizonte a Vitória, no Espírito Santo, e passa por João Monlevade. E nada melhor que começar com esta fotografia para abrir nosso Book, já que o Trem é o símbolo não só da partida, mas também da chegada

No ano passado, resolvi tirar um dia para fotografar o Centro Industrial, ou seja, um dos lugares mais antigos de nossa João Monlevade e o que restou – vamos assim dizer – do Complexo Arquitetônico da velha cidade, quando da construção da 1ª Vila Operária da América Latina, obra esta sendo executada por determinação do saudoso Dr. Louis Jacques Ensch, então Diretor da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira. Afinal, o que havia à direita de quem chegava no centro, e que muitos monlevadenses e mesmo pessoas de fora chamavam “Monlevade” (como se aquele local fosse toda a cidade), por trás do Viaduto da Usina, foi tudo destruído pela mesma empresa que ergueu aquele conjunto tão belo, como os arcos da Praça Ayres Quaresma (Praça do Cinema), os vistosos prédios que abrigaram o Ginásio Monlevade (depois Colégio Estadual), os clubes do ideal e o União Operário, o lindo e moderno Cine Monlevade, a Rádio Cultura, a Assistência Médica, e até mesmo o bem cuidado banheiro público ao final da praça. Assim como a Cidade Alta e as ruas Guarani, Tupis, Carijós, e aquelas que ficavam atrás do majestoso Viaduto (Escadarias) que levavam às ruas Aimorés, Tamoios e Tabajaras. Tudo destruído em nome do progresso, e ainda a saudosa Praça do Mercado e do seu complexo de lojas.

Pois bem, mas neste dia resolvi sair para flertar com minha Canon e registrar o que sobreviveu da velha cidade e do Centro Industrial, que juntamente com os bairros Vila Tanque, Jacuí, Baú e Pedreira guardam as mais antigas histórias de João Monlevade!

Abaixo, foto da Estação Ferroviária, toda reformada

Aqui o famoso e saudoso “morro do Geo”, aparecendo a Matriz São José Operário ao fundo

Abaixo a Rua Siderúrgica, que foi construída na década de 1940 para abrigar o pessoal da Chefia da Usina. Morar aqui até os anos 1970 era um glamour

Matriz São José Operário, aparecendo abaixo a famoso imagem de Santo Eloi

Abaixo, a Gruta de Nossa Senhora de Lourdes, que fica na Praça da Matriz

Abaixo, a antiga sede do Sindicato dos Metalúrgicos, à Rua Tieté

Rua Beira-Rio: o antigo Terminal Rodoviário, que hoje é embarque e desembarque das linhas locais; e suas belas mangueiras continuam intactas

Escadarias que saem da Rua Tapajós e chegam à Matriz São José Operário, formando o Cálice

Ponte que liga a Rua Tapajós à Beira-Rio e ao lado um pedaço da ponte de madeira que restou, e que foi destruída na enchente de 1979

Antigo Hotel Siderúrgica, que transformou-se sede de uma empresa

Abaixo o local onde era a entrada para o belo Conjunto Arquitetônico das praças do Mercado e do Cinema, e onde a cidade acontecia, com os clubes (Grêmio, Ideal e União), o Colégio, o Cinema, a Rádio Cultura, casas dos operários, todo o comércio local e muito mais. A Usina fechou este local, o qual denominei de “Muro da Vergonha”, onde nossa João Monlevade teve toda sua arquitetura destruída em nome do progresso e parte de nossa história foi destruída

Vista das ruas Paraúnas e Tapajós e da Matriz São José Operário, em foto feita da Avenida Getúlio Vargas, de frente da Usina

Vista parcial do Bairro Pedreira, em fotografia que fiz em frente à escola Santana

Parte da usina de João Monlevade, em foto feita da Estação de Trem

Arquivo: Jornal “Morro do Geo”!

Jornalista/Editor/Fundador: Marcelo Manuel de Melo – Registro Profissional: – MG – 11566 JP

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