Era uma vez, uma Cidade Alta! – Por Marcelo Melo

“Nenhum desses monlevadenses que se dizem “apaixonados pela cidade”, se fizeram presentes quando a Belgo-Mineira destruiu a Praça Ayres Quaresma, conhecida como “Praça do Cinema”, no ano de 1988. Quatro anos atrás, ou seja, em 1984, dava início a destruição da Praça do Mercado. Ali era necessário em razão da duplicação da Usina e a extensão do Laminador. Mas, a Praça do Cinema poderia estar ali até hoje, onde restaram apenas os prédios onde funcionava a Assistência Médica e o Ginásio Monlevade. A bela arquitetura neoclássica, em forma de um “L”, foi ao chão, ficando apenas um extenso calçadão. E um retrato na parede!

Ninguém fez nada, a não ser uma meia dúzia de gatos pingados, entre eles o amigo Geraldo Magela Ferreira e a saudosa Maria Beatriz da Silva, então funcionária do DEC, na Prefeitura. Lembro-me que participei de algumas reuniões, pois na época já militava na imprensa. Mas fomos derrotados e a nossa história jogada ao chão.

E onde estavam todos os monlevadenses “apaixonados” pela nossa cidade e sua história”?

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*O artigo acima eu escrevei em 17 de novembro de 2012 e foi publicado em meu Blog, portanto há quase 20 anos. E, refletindo sobre o texto, deparamos com este cenário de beleza (foto acima), de uma foto feita por um dos primeiros profissionais contratados pelo Dr. Louis Jacques Ensch para acompanhar o desenvolvimento daquela Vila Operária que nascia, a 1ª da América Latina, o fotógrafo Assunção, datada de 1947, ou seja, 12 anos após a instalação da Usina da Cia. Siderúrgica Belgo-Mineira. Em 1º plano, o prédio da Assistência Médica, que ficava entre o ponto final dos ônibus e a Portaria-1 da Usina e, à direita, o conglomerado que integrava a Praça Ayres Quaresma (Praça do Cinema). Ao fundo, as casas dos primeiros operários que vieram produzir o aço e desbravar a nossa João Monlevade, transformando-a em um Pólo da Siderurgia Nacional, entre a Cidade Alta, a Tupis, Guaranis, Carijós, da Vila Operária… Contudo, em nome do progresso, este cenário de beleza sucumbiu e ficou apenas a lembrança!

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