A Vila e seus Personagens! – Marcelo Melo

Para ilustrar a Vila e seus personagens, a foto acima retrata muito bem e foi feita em frente ao famoso “Bar do Alonso”, onde ele aparece à frente, com sua esposa, e alguns amigos e clientes, e ainda crianças

Vamos falar hoje da Vila Tanque, meu bairro e onde está enterrado o meu cordão umbilical. Da Vila do tanque, onde nasci, na Contorno com a Rua 10. Das mãos de Dona Carmem “Parteira”, assim como nasceram meus três irmãos. Da Vila que nasceu ali na Rua do Sapo, no caminho da Sonda e no Campo da Lenheira. Do Campim Pereira e da Rua Imbé. De Padre Hildebrando e de João “Peixe”. De Tião de Melo e de Clemides Barros, “Seu Nozinho”, um grande parceiro nas obras construídas pela Vila, e da sua esposa, maravilhosa Dona Sãozinha. Paulo Silva e seu Vasco da Gama. Da grande figura que era o Tião, o Pipoqueiro; e do Zé Nócio. De Seu Chiquito e de outro Tião, o Gualberto. De Laudelino Fonseca e da esposa Pil, e de sua famosa Casas Philips, e do irmão Chico, que muito fizeram pela Vila. De Seu Caetano, de Seu Otelino. De outros “paulos”, como o grande Paulo Moreira e sua cara metade, Dona Nini, amiga/irmã de minha mãe. Ou o Paulo o Denck e a Dra. Yara, Luizinho Vieira e Dona Divina, e do grande artista Seu Gerhart Michalick e sua esposa Anita. Na nossa rua, a famosa 25, Seu Hilário de Dona Celi, a bela professora, e de Dona Celeste e Lázaro, Dona Helena Gonçalves e o prefeito “Pirraça”, Seu Armindo e Dona Maria, cujo quintal da casa, ali na esquina, era o ponto de nossas brincadeiras de moleques. Dona Maíza e Seu Mauro, depois João Hebert e Dona Lilia, e Paulo Silva e D. Lourdes, que nos deixaram num trágico acidente.

A saudade aperta, mas nos acalmamos e permanecemos firmes, lembrando de outros personagens, como Dona Josefina e Seu Carlos Ayres, o casal fino, e ainda Dona Lucila e Seu Washington, e Dona Maria Antônia – a rainha da calma -, e seu marido, Seu João, cujo único telefone da região servia a todos. Nossos queridos vizinhos da Vila de “Baixo”. Êta Vila arretada, sô! Mas é a Vila da Contorno, dos contornos e das matas. Do cinturão verde. De Dona Maria da Lavagem, a grande Dama da Vila!

 Em minha memória, eu fui para a Vila e subi até a Rua 5, descendo pela Contorno que dá de frente com a noite, em forma de águia, onde começa o Carneirinhos. É, já falaram que, do alto da Vila, se vê uma linda águia? Pois é, privilégios que só a Vila nos oferece… E eu via cada esquina e os homens e mulheres que fizeram parte da história da Vila. A lembrança ia ao longe e surgiam personagens que parecem eternas, como Seu Narciso e a esposa Dona Adelina, cuja comida era uma benção de gostosa e era comendo com as mãos, seu tradicional “Capitão”. Seu José Rosa e Dona Zinha. Seu João Vilela fazendo seu jogo e sua esposa, a paciência e calma em pessoa, Dona Nenen, tão boa, junto à amiga e eterna companheira, Lilia. Seu Juca, Chico Enfermeiro, Mundicão. Seu Salvador Linhares e Dona Maria, sempre vigilantes! Via e ouvia, e o carro andava, mas como se estivesse estagnado. O Seu Santos, o barbeiro mais famoso: Seu Bramante e a esposa Abigail. Dona Dodôra, sempre falante, acompanhada pela calma do esposo, o Seu Raimundo, e meus pais, Dona Geralda. Santa mãe! Ah, saudade também de Seu Lelé e do nosso Coral da Igreja! De sua esposa Dona Eni. Do Padre “Juca”. Vila de Vicente da Farmácia e da minha Vovó Rosinha, e o “santo” Seu Mundico. Dona Santa e Seu Delvo. De “Diferente”, Dilcin “Doido”, Zaru, Manaia, João “Quebra-Osso”, Testão, Tatu, Zim Navaia! Seu Bonifácio e o grande Zé Maria e a dama Dona Deuzi. Seu Toloca, Dona Rita, Dona Joaquina, com sua lindas tranças sainda da Vila de “Cima para prosear com minha mãe, na Vila de “Baixo”. Dona Sãozinha e Seu Mundico, Seu Ildeu Caldeira e Dona Irene, Seu Agenor e Dona Amelinha, Catirosca e Dona Efigênia, da querida Dona Mocinha, que nos deixou recentemente. Do bondoso professor Lucilo e de Dona Êda, e de Seu Procópio e a esposa, Barão e Dona Eneida, Expedito Gonçalves e Dona Lilita, Dr. Paleta, Dr. Oscar; vizinhos da Esquina 22, onde passamos bons momentos durante a nossa adolescência! E poderia citar mais uma dezena de nomes, de pessoas ilustres que deixaram sua marca nesta Vila abençoada, como do eterno Sacristão, Sr. Geraldo, sempre presente desde os tempos do Palanque e depois na Igreja, como de Seu Zé Roque, e Seu Miguel, o grande comerciante das Casas Sampaio! Ou de Seu Dimas, grande músico! Do grande João MArtins, ou “João Padrão”, e seu barzinho ali no início da “Rua do Sapo”, com seu jeito sempre brincalhão. De Geraldo Braga e Dona Santinha. De Dona Lalá e da sua venda, que nos nossos tempos de menino era a nossa diversão ir ali comprar alguma coisa com as pratinhas que ganhávamos de nossos pais, ou ainda da querida Dona Nenêga, com sua vendinha ao lado do Polivalente, e as Balas “Banda” eram o sucesso, ou o pirulito “Zorro”. E me lembrar da minha 1ª professora e alfabetizadora, Dona Conceição Guimarães, e de outra grande professora, Dona Senhorinha.

  A Vila sempre foi assim, onde os meninos brincavam nas ruas e os pais ainda conversavam entre os vizinhos, após o expediente, fosse na Usina ou no lar. De cadeiras nas calçadas, como diria o poetinha Vinícius de Moraes. Como se apresentavam as pessoas no interior, do tipo “é Dona Fulana de Seu Cicrano, jeito de prosear mineiro. Um lugar que sempre guardo comigo para onde for, porque sempre será especial e diferente o lugar que nascemos!

  Pois é, mas falar da Vila gasta tempo e haja choro para conter as lágrimas…

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